Empresas estrangeiras condenadas por trabalho escravo enfrentam barreiras comerciais

Projeto prevê restrições para firmas estrangeiras com histórico de exploração laboral

Projeto que pode ser votado na CRE proíbe empresas brasileiras de negociar com firmas estrangeiras condenadas por trabalho escravo.

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) pode votar em 2026 o projeto de lei 2.203/2023, que tem como objetivo proibir empresas brasileiras de estabelecerem relações comerciais com empresas estrangeiras condenadas por exploração do trabalho escravo ou análogo à escravidão, conforme as leis vigentes nos países onde estão sediadas.

Contexto do projeto

De autoria do senador Marcos do Val (Podemos-ES), o projeto já recebeu aprovação na Comissão de Direitos Humanos (CDH), o que demonstra um avanço nas discussões acerca da responsabilidade do Brasil em promover o comércio justo e ético no âmbito internacional. A proposta busca alinhar as práticas comerciais brasileiras com os princípios de direitos humanos e combate à exploração laboral.

Impactos esperados

Caso aprovado pela CRE, o projeto poderá impor restrições significativas às operações comerciais de empresas brasileiras, obrigando-as a verificar antecedentes de seus parceiros internacionais quanto à ocorrência de trabalho escravo. Essa medida pretende desestimular práticas abusivas e incentivar a responsabilidade social corporativa nas cadeias globais de produção.

Desafios na implementação

A adoção desta legislação exigirá a criação de mecanismos eficazes para a investigação e comprovação das condenações judiciais das empresas estrangeiras, além de garantir que tais informações sejam atualizadas e acessíveis às empresas brasileiras. Também será necessário um esforço conjunto entre órgãos governamentais e entidades de fiscalização para assegurar a aplicação da norma.

Debates no Senado

A votação na Comissão de Relações Exteriores deve contemplar análises sobre possíveis impactos econômicos e diplomáticos, ponderando a importância do combate ao trabalho escravo com a manutenção de relações comerciais estratégicas. O projeto representa um passo importante na busca por uma economia baseada em princípios éticos e respeito aos direitos humanos.

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