Ryanair confirma interesse em wifi a bordo contra custos atuais

by Thierry Monasse/Getty Images

Michael O'Leary destaca desafios financeiros e resposta à disputa com Elon Musk

Ryanair admite instalar wifi a bordo quando custos de instalação e consumo forem viáveis, após troca pública com Elon Musk.

Ryanair confirma interesse em wifi a bordo, mas com condições financeiras específicas

O CEO da Ryanair, Michael O’Leary, declarou que a companhia aérea adotará o serviço de wifi durante os voos somente quando os custos de instalação e operação atingirem níveis sustentáveis. O anúncio ocorre após um intenso embate público com Elon Musk, que criticou a decisão da Ryanair de não instalar o serviço Starlink, oferecido pela SpaceX, em sua frota de cerca de 650 aviões.

Impacto da polêmica com Elon Musk na visibilidade da Ryanair

A troca de críticas entre O’Leary e Musk gerou ampla repercussão global, resultando em aproximadamente 1.500 matérias jornalísticas em quase 60 países. O CEO da Ryanair ressaltou que essa exposição inédita contribuiu para um aumento nas reservas, estimado entre 2% e 3% durante o período da controvérsia. Essa atenção inesperada foi considerada como “uma semana de publicidade gratuita” para a companhia, destacando seu nome para audiências antes não familiarizadas.

Razões para a resistência da Ryanair à instalação do Starlink

O’Leary apontou que a instalação das antenas necessárias para o Starlink elevaria o consumo de combustível em cerca de 2%, impactando os custos operacionais. Além disso, a Ryanair, conhecida por suas tarifas ultra-baixas, enfrenta o desafio adicional do baixo interesse dos passageiros em pagar por wifi a bordo, estimado pelo CEO em apenas 5% a 10%, em contraste com as previsões de 50% a 60% de outros provedores como Starlink, Amazon e Vodafone.

Estratégia de preço e concorrência no mercado europeu

Apesar da adoção de wifi por concorrentes como EasyJet e Wizz Air, O’Leary mantém confiança na preferência dos consumidores pela tarifa mais baixa em detrimento de serviços adicionais como internet a bordo. “99,999% dos passageiros focarão no preço mais barato ao reservar”, afirmou, reforçando o posicionamento da Ryanair como uma empresa orientada à competitividade de custos.

Perspectivas futuras para o wifi em voos de curta distância

O CEO prevê que, com avanços tecnológicos, os custos associados à instalação de wifi poderão cair significativamente, especialmente com antenas integradas ao design da fuselagem que eliminariam o arrasto e a necessidade de perfuração. Atualmente, a Ryanair estima um custo anual de aproximadamente 200 milhões de euros para implementar wifi, incluindo despesas de instalação e combustível. O’Leary acredita que dentro de cinco anos a maioria das companhias aéreas adotará a tecnologia para voos de curta distância. “Faremos isso no momento em que for economicamente viável”, concluiu.

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