Pesquisadores da Universidade Positivo e AMEP estudam impactos urbanos e ambientais do Bonde Urbano Digital

Estudo colaborativo investiga os impactos urbanos, sociais e ambientais da iniciativa na Região Metropolitana de Curitiba.

Estudo colaborativo investiga os impactos urbanos, sociais e ambientais da iniciativa na Região Metropolitana de Curitiba.

Um grupo interdisciplinar de docentes e discentes da Universidade Positivo (UP) está desenvolvendo um conjunto de estudos sobre os impactos urbanos, sociais e ambientais da implantação do Bonde Urbano Digital (BUD) na Região Metropolitana de Curitiba. O projeto é fruto de uma parceria com a Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (AMEP), que convidou a universidade para conduzir uma análise técnica independente sobre o novo modal de transporte.

O BUD, também conhecido como Digital Rail Transit (DRT), é uma tecnologia inovadora de mobilidade coletiva, atualmente em fase de testes na Região Metropolitana de Curitiba. O objetivo da pesquisa é oferecer subsídios técnicos e científicos que orientem decisões públicas sobre o modelo, promovendo uma visão integrada entre inovação tecnológica, sustentabilidade e coerência urbanística.

Coordenadas no âmbito dos Programas de Pós-Graduação em Gestão Ambiental (PPGAmb) e em Administração (PPGA), as pesquisas envolvem diferentes frentes de investigação: desde a viabilidade econômica e o direito à cidade inteligente, até as percepções dos usuários, os efeitos territoriais e a transição sociotécnica necessária à adoção do novo sistema.

O professor Rivail Vanin de Andrade, do PPGAmb/UP, lidera um dos eixos da pesquisa, desenvolvido em parceria com sua orientanda de mestrado, Adriana Barbosa Marcon. O estudo analisa como o BUD pode reconfigurar as relações entre mobilidade, forma urbana e qualidade ambiental, comparando-o a outros modais, como o VLT e o biarticulado elétrico (BZRT).

“Participar dessa pesquisa é uma oportunidade rara de unir aquilo que sempre defendi na universidade: a integração entre conhecimento científico e tomada de decisão pública”, destaca o professor Rivail. “O estudo sobre o Bonde Urbano Digital nos permite observar, com olhar técnico e crítico, como a inovação em transporte pode transformar o espaço urbano e influenciar a qualidade ambiental das cidades.”

Além de coordenar parte das análises ambientais e territoriais, o professor Rivail também colabora com as professoras Franciany Dugonski e Graziela Perretto Rodrigues na avaliação das percepções dos usuários do BUD, conectando dimensões socioeconômicas e ambientais do estudo. Ele ressalta que a aproximação entre universidade e poder público reforça o papel estratégico da ciência aplicada.

“A AMEP tem demonstrado abertura e interesse em incorporar resultados de pesquisa científica às suas decisões. Isso reforça minha convicção de que é possível construir políticas públicas metropolitanas baseadas em evidências, e não apenas em decisões políticas ou imediatistas”, afirma.

O projeto inclui visitas técnicas e levantamentos de campo nos trechos de implantação do modal, como o trajeto Pinhais–Piraquara, além de entrevistas com técnicos da AMEP e da empresa CRRC, responsável pelo desenvolvimento do BUD. A expectativa é que os resultados contribuam diretamente para o planejamento urbano e ambiental da Região Metropolitana de Curitiba, fortalecendo a cooperação entre universidade e gestão pública.

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