Primeira ação por morte ilegal desafia campanha militar da administração Trump

Donald Trump

Familiar de vítimas do ataque a barco acusa governo dos EUA de execuções extrajudiciais

Famílias de dois homens mortos em ataque militar dos EUA apresentam ação por morte ilegal contra governo Trump.

Ação por morte ilegal contra administração Trump

Famílias de Chad Joseph, 26, e Rishi Samaroo, 41, homens de Trinidad que foram mortos no dia 14 de outubro durante um ataque militar dos Estados Unidos a um barco no Caribe, entraram com uma ação judicial acusando o governo americano de morte ilegal e execuções extrajudiciais. Esta é a primeira ação desse tipo contra a administração Trump em relação à campanha militar contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico oriental.

Contexto do ataque e narrativas conflitantes

O ataque ocorreu enquanto os dois homens retornavam de Venezuela para seu país, onde trabalhavam em atividades agrícolas e pesca. O governo Trump declarou que o barco era ocupado por “seis narcoterroristas” ligados a uma organização terrorista designada, afirmando que a embarcação estava envolvida no tráfico de drogas. Contudo, familiares e autoridades de Trinidad negam qualquer ligação dos mortos com atividades ilegais, ressaltando que eles eram os principais provedores de suas famílias.

Fundamentos legais da ação judicial

A ação, conduzida por organizações como a ACLU e o Center for Constitutional Rights, argumenta que o ataque violou o Death on the High Seas Act e o Alien Tort Statute, leis federais que protegem contra mortes ilegais em alto mar e violação de direitos internacionais. Além disso, questiona a caracterização do conflito como armado, apontando que não há base legal para o uso da força militar letal contra suspeitos de tráfico, configurando, assim, execuções arbitrárias.

Impacto e repercussão para as famílias

As famílias dos mortos não foram notificadas oficialmente sobre o ataque e só descobriram o falecimento após dias de silêncio. Joseph deixou esposa e três filhos menores, e Samaroo trabalhava para reconstruir sua vida após cumprir pena por homicídio. Ambos mantinham contato frequente com seus familiares, que agora buscam justiça e responsabilização do governo dos EUA pelo ocorrido.

Desafios à política militar dos EUA no combate ao tráfico

A ação expõe um debate mais amplo sobre o uso da força militar em operações contra o tráfico de drogas, levantando questões sobre direitos humanos, soberania e legalidade das operações. Ao contestar a narrativa oficial, o processo judicial pode pressionar por maior transparência e revisão das táticas adotadas na região.

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Donald Trump. Foto: Donald Trump

Fonte: www.nbcnews.com

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