Luis Stuhlberger destaca que dólar está desalinhado e aposta em proteção cambial diante do cenário político
Luis Stuhlberger projeta dólar a R$ 4,40 e recomenda hedge barato para proteger investimentos diante da incerteza eleitoral no Brasil.
Luis Stuhlberger, gestor da Verde Asset, apresentou uma análise detalhada sobre o cenário cambial brasileiro e internacional, destacando uma projeção que coloca o dólar a R$ 4,40, valor que considera justo para a moeda americana no país. Essa percepção se torna especialmente relevante diante da proximidade das eleições brasileiras, período marcado por incertezas políticas e econômicas.
Dólar desalinhado com o mercado brasileiro
Durante evento promovido pelo UBS BB em 27 de agosto, Stuhlberger ressaltou que, apesar da recente valorização do real para cerca de R$ 5,20, o câmbio brasileiro ainda está muito descolado em relação a outras moedas. Segundo ele, essa discrepância indica uma oportunidade clara para investidores interessados em proteção e até em posições pró-Brasil.
Hedge barato como ferramenta estratégica
O gestor defende que, no contexto atual, o hedge cambial deve ser encarado não apenas como uma defesa financeira, mas também como um instrumento de estabilidade emocional para atravessar o período eleitoral. Ele enfatiza que o custo do hedge está historicamente baixo, o que torna essa proteção mais acessível e vantajosa, mesmo que os retornos sejam modestos.
Influência da política dos Estados Unidos no dólar
Além dos fatores domésticos, Stuhlberger destaca que a política econômica dos EUA exerce grande pressão sobre o dólar. Ele aponta a atuação do ex-presidente Donald Trump, que, segundo sua visão, busca desvalorizar a moeda americana por meio de medidas populistas, especialmente em ano eleitoral. Essa dinâmica interna dos EUA tende a manter o dólar enfraquecido, influenciando os mercados globais.
Consequências para o mercado brasileiro
O gestor explica que o movimento marginal de recursos saindo de ativos dolarizados globais, mesmo que pequeno, pode causar impactos significativos em economias menores como a brasileira. Tal fenômeno tem contribuído para a alta recente da Bolsa de Valores do Brasil.
Recomendação para investidores
Com base nesse cenário, Stuhlberger aconselha que os investidores brasileiros considerem o câmbio como um ponto de entrada mais interessante do que ações, que já tiveram uma valorização expressiva. O foco seria aproveitar a oportunidade para adquirir instrumentos de proteção cambial com custo reduzido, garantindo maior conforto diante do ambiente político volátil.
A análise do gestor evidencia a importância de se observar tanto os fundamentos macroeconômicos quanto o panorama político nacional e internacional para tomar decisões informadas no mercado financeiro, especialmente em momentos de grande incerteza como o atual.
Fonte: www.moneytimes.com.br