CPMI do INSS intensifica apuração de empréstimos consignados irregulares

Senado retoma investigação sobre descontos não autorizados a aposentados e pensionistas

CPMI do INSS inicia 2026 focada em investigar empréstimos consignados sem autorização, com relatório previsto para março.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) retomou suas atividades em 2026 com o foco em aprofundar as investigações sobre irregularidades em empréstimos consignados que resultaram em descontos indevidos para aposentados e pensionistas.

Direcionamento das investigações

O principal alvo das investigações neste início de ano são os empréstimos consignados realizados sem a prévia autorização dos beneficiários. Essa prática tem gerado prejuízos financeiros e preocupações legais, pois compromete a renda dos segurados de forma indevida.

Liderança e relatoria da CPMI

A comissão é presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), que ressaltou a importância de uma apuração rigorosa para garantir os direitos dos aposentados e pensionistas. O deputado Alfredo Gaspar (União-AL) atua como relator, conduzindo a análise dos depoimentos e a compilação das evidências coletadas.

Prognóstico para o relatório final

Com base nas oitivas realizadas ao longo de 2025, a CPMI deve apresentar uma prévia do relatório ainda durante o primeiro trimestre de 2026. O prazo inicial para o funcionamento da comissão é até 28 de março, embora exista a possibilidade de prorrogação caso sejam necessárias investigações complementares.

Contexto e implicações

A retomada das investigações acontece num momento em que crescem as denúncias de descontos indevidos via empréstimos consignados, um tema sensível que envolve a proteção social e o equilíbrio financeiro dos beneficiários do INSS. A atuação da CPMI é fundamental para esclarecer os fatos, identificar responsáveis e propor medidas que evitem novas irregularidades.

A continuidade dos trabalhos da CPMI do INSS é acompanhada de perto pelo meio político e pela sociedade, que aguardam resultados concretos para a garantia dos direitos dos segurados.

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