Relógio do Apocalipse avança para a menor distância da meia-noite

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Relógio do Apocalipse registra 85 segundos para o fim do mundo em 2026, alertando para riscos globais crescentes

Relógio do Apocalipse registra 85 segundos para a meia-noite, menor distância histórica, alertando para ameaças nucleares e mudanças climáticas.

O “Relógio do Apocalipse”, um indicador simbólico que mede a proximidade da humanidade a uma catástrofe global, foi ajustado para 85 segundos antes da meia-noite em 27 de janeiro de 2026. Esta nova marca representa a menor distância já registrada desde a criação do relógio, que começou em sete minutos para a meia-noite em meio às tensões da Guerra Fria.

O significado do avanço para 85 segundos

O Conselho do Boletim dos Cientistas Atômicos explicou que a diminuição de quatro segundos em relação ao ano anterior (89 segundos) indica um aumento significativo dos riscos globais. A aproximação dos ponteiros da meia-noite simboliza a crescente ameaça de destruição causada por fatores humanos, sobretudo conflitos militares e crises ambientais.

Fatores que motivaram o reajuste

O documento ressaltou que, apesar do alerta feito em 2025, países como Rússia, China e Estados Unidos intensificaram posturas agressivas, nacionalistas e hostis, contribuindo para a instabilidade internacional. Além disso, o aumento recorde do dióxido de carbono na atmosfera, que chegou a 150% dos níveis pré-industriais, impulsionou mudanças climáticas severas, com elevação das temperaturas e do nível do mar.

O boletim também destacou que, pela terceira vez em quatro anos, a Europa enfrentou mais de 60.000 mortes relacionadas às ondas de calor, evidenciando o impacto direto das alterações climáticas na saúde pública.

Propostas para mitigar o risco do fim do mundo

O Boletim dos Cientistas Atômicos sugeriu quatro ações que poderiam evitar a aproximação da humanidade da catástrofe:

Retomada do diálogo entre Estados Unidos e Rússia para limitar arsenais nucleares e evitar investimentos em sistemas antimísseis desestabilizadores, respeitando a moratória contra testes nucleares explosivos.
Adoção de acordos multilaterais e regulamentações nacionais para impedir o desenvolvimento de formas de vida biológicas sintéticas perigosas e reduzir os riscos do uso da inteligência artificial para ameaças biológicas.
Incentivos e investimentos governamentais para acelerar a redução do uso de combustíveis fósseis, contrabalançando políticas contrárias às energias renováveis.
Diálogo bilateral e multilateral entre Estados Unidos, Rússia e China para estabelecer diretrizes sobre o uso da inteligência artificial em sistemas militares, especialmente em comando e controle de armas nucleares.

Essas medidas apontam para a necessidade urgente de cooperação internacional e políticas responsáveis para conter ameaças tecnológicas, militares e ambientais que levam o Relógio do Apocalipse ao seu nível mais crítico na história.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Reprodução IA

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