A retirada dos EUA de acordos e o retrocesso nas políticas climáticas.
Análise do impacto da administração Trump na ação climática global e nos acordos internacionais.
A administração do presidente dos EUA, Donald Trump, tem sido alvo de críticas contundentes por seu impacto negativo nas ações globais contra as mudanças climáticas. Em 2024, pela primeira vez, a temperatura média global superou 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, o que tornou a ação climática rápida e coordenada ainda mais urgente. Em vez de apoiar uma transição justa e rápida dos combustíveis fósseis, Trump tem atacado de forma irresponsável os esforços globais para combater a mudança climática de cinco maneiras principais:
Retiradas dos EUA de Acordos Climáticos
A retirada dos EUA do Acordo de Paris, que entrou em vigor em 27 de janeiro de 2026, marca a segunda vez que o país se afasta desse compromisso crucial. Além disso, a administração anunciou sua intenção de deixar outros órgãos climáticos internacionais, como a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC). Essa série de anúncios provavelmente acelerará o desfinanciamento de instituições climáticas multilaterais e bilaterais essenciais, já que os EUA estão se preparando para cortar o financiamento de agências da ONU que desempenham papéis vitais na luta contra as mudanças climáticas.
A Desinformação Sobre a Ciência Climática
A administração Trump tem promovido uma campanha de desinformação contra a ciência climática estabelecida, alegando que as previsões de aquecimento global são exageradas. Essa narrativa falsa é parte de uma estratégia mais ampla para desmantelar regulações climáticas. O governo dos EUA cancelou o Sexto Relatório Nacional sobre Mudança Climática e removeu informações críticas sobre ciência climática de seus sites oficiais, limitando o acesso do público a dados confiáveis e dificultando o trabalho dos cientistas que tentam combater a desinformação.
A Ameaça aos Direitos dos Ativistas
A repressão à liberdade de expressão e à atividade cívica também tem aumentado sob a administração Trump. Ativistas climáticos enfrentam intimidações e demonização, sendo rotulados como “ecoterroristas”. Esse ambiente hostil está embutido em um padrão mais amplo de retrocesso autoritário, que se manifesta na limitação do espaço cívico e na pressão sobre as comunidades que buscam resistência.
O Impacto Global das Políticas Americanas
As políticas de Trump estão fragmentando a cooperação global necessária para uma transição justa e equitativa dos combustíveis fósseis. A falta de contribuição dos países historicamente responsáveis pelas emissões de carbono, como os EUA, pode levar a custos muito mais altos para nações vulneráveis que enfrentam os impactos das mudanças climáticas. Além disso, a administração tem utilizado a compra de gás natural como uma ferramenta de barganha em negociações tarifárias, enquanto seus esforços para derrubar a tributação sobre as emissões de carbono no setor de transporte marinho têm sido bem-sucedidos.
Conclusão
As ações da gestão Trump não apenas minam a credibilidade dos EUA em questões climáticas, mas também criam um clima de insegurança e desprezo pela ciência. A luta contra as mudanças climáticas requer uma abordagem unificada e inclusiva, e o caminho que os EUA estão trilhando sob a liderança de Trump é uma ameaça direta a esse objetivo. A resistência global à exploração de combustíveis fósseis e à desinformação promovida por líderes mundiais é essencial para garantir um futuro sustentável para todos. Os cidadãos e governos ao redor do mundo devem se unir para enfrentar o retrocesso climático e pressionar por uma ação efetiva e colaborativa.
Fonte: www.amnesty.org
Fonte: by Mostafa Bassim/Anadolu via Getty Images