Um panorama alarmante da saúde no ambiente de trabalho brasileiro.
Mais de 4,1 milhões de trabalhadores se afastaram de suas funções por problemas de saúde em 2025, com aumento significativo em comparação ao ano anterior.
O impacto alarmante dos afastamentos por saúde
Em 2025, o Brasil enfrentou um aumento preocupante no número de trabalhadores afastados por problemas de saúde, totalizando mais de 4,1 milhões de licenças, o maior número desde 2021. Este crescimento de 15% em comparação ao ano anterior não só reflete a deterioração da saúde pública, mas também evidencia uma crise silenciosa que afeta a capacidade produtiva do país.
Causas dos Afastamentos
As dores nas costas continuam sendo a principal causa de afastamento, com mais de 237 mil registros de dorsalgia, uma condição que afeta a qualidade de vida e a produtividade. Lesões nos discos da coluna, como hérnias, também foram responsáveis por aproximadamente 208 mil afastamentos, enquanto fraturas nos membros inferiores, como pernas e tornozelos, se seguiram na lista.
Além dos problemas físicos, as doenças mentais têm mostrado um crescimento alarmante. Transtornos como ansiedade e depressão resultaram em mais de 290 mil licenças em 2025, revelando um cenário preocupante e a necessidade de maior atenção à saúde mental no ambiente de trabalho. O recorte por gênero ainda destaca desigualdades: mulheres enfrentam mais problemas relacionados a dores nas costas, enquanto homens relatam mais fraturas.
Consequências e Ações Necessárias
Esses afastamentos geram direitos ao Auxílio por Incapacidade Temporária, anteriormente conhecido como Auxílio-doença. Para ter acesso ao benefício, é necessário passar por uma perícia médica que comprove a incapacidade de trabalhar por mais de 15 dias. A solicitação pode ser feita de forma digital ou pelo telefone 135.
A alta nos números de afastamentos é um sinal de alerta para a saúde dos trabalhadores brasileiros, destacando a urgência de implementar políticas eficazes de prevenção, melhorias na ergonomia dos ambientes de trabalho e apoio psicológico. Sem um investimento adequado em saúde ocupacional, a produtividade e o bem-estar da força de trabalho nacional continuarão a ser comprometidos.
Conclusão
Diante do aumento expressivo de afastamentos por doenças em 2025, é imperativo que tanto o governo quanto as empresas se mobilizem para criar estratégias que abordem essas questões. A promoção da saúde no trabalho não é apenas uma responsabilidade social, mas também uma necessidade econômica para garantir um futuro mais saudável e produtivo para todos os brasileiros.
Fonte: agenciavoz.com.br