A polêmica sobre a venda de ingressos e como evitar fraudes.
Denúncias de cambismo e dificuldades na compra de ingressos para o show de Harry Styles levantam questões sobre a proteção do consumidor.
Após quatro anos sem lançar novas músicas, Harry Styles anunciou um novo álbum e uma turnê que incluirá apresentações no Brasil em julho de 2026. Entretanto, a pré-venda dos ingressos, realizada nos dias 26 e 27 de janeiro, foi marcada por dificuldades e denúncias de que muitos ingressos foram adquiridos por cambistas, enquanto fãs legítimos enfrentaram barreiras para a compra.
A origem da polêmica sobre cambismo
O cambismo, prática ilegal que envolve a revenda de ingressos a preços inflacionados, é uma preocupação recorrente em grandes eventos. Em São Paulo, onde a Ticketmaster conduziu a venda, consumidores relataram que setores mais próximos ao palco estavam esgotados logo após a abertura das vendas, enquanto cambistas eram vistos na fila com múltiplos ingressos. Essa situação gerou indignação nas redes sociais e levou a uma série de denúncias ao Procon-SP.
Além das queixas sobre a venda, a polêmica se intensificou com a declaração de autoridades que afirmaram que muitos fãs, incluindo os que estavam nas filas prioritárias, não conseguiram garantir seus ingressos, levantando a suspeita de que a venda favoreceu cambistas em detrimento dos consumidores.
Detalhes da venda and as reações
Em resposta às acusações, a Ticketmaster afirmou que não apoia a revenda ilegal de ingressos e que as vendas seguem a ordem de chegada, com uma parte do estoque reservada para venda presencial. No entanto, o advogado Bruno Boris destacou que, se for comprovado que cambistas tiveram acesso privilegiado, isso poderia ser classificado como uma prática abusiva, passível de investigação e punição.
Os shows de Harry Styles estão agendados para os dias 17 e 18 de julho de 2026, e a venda geral dos ingressos ocorre em 28 de janeiro, situação que pode gerar novas reclamações caso as irregularidades não sejam abordadas adequadamente. A responsabilização da organizadora é um ponto crucial, já que, conforme a legislação brasileira, a responsabilidade pela falha no serviço é objetiva, podendo resultar em sanções.
O futuro e as implicações para os consumidores
As consequências desse episódio podem ser profundas. Se a Ticketmaster não conseguir garantir um sistema de venda que proteja os consumidores de ações fraudulentas, poderá enfrentar severas críticas e ações legais. Além disso, os consumidores afetados têm o direito de exigir reparação por danos, além de denunciar as irregularidades aos órgãos competentes.
Os especialistas aconselham que os consumidores documentem suas experiências, desde prints de telas de erro em sites até comprovantes de compras frustradas, para fortalecer suas queixas. Além disso, a legislação brasileira oferece mecanismos que podem ser acionados em casos de irregularidades, como o direito à informação clara e a proteção contra práticas abusivas.
Conclusão
A situação em torno da venda de ingressos para o show de Harry Styles destaca a necessidade urgente de uma regulamentação mais eficaz e de práticas de venda que favoreçam os consumidores. É fundamental que os organizadores e plataformas de venda se comprometam a oferecer um ambiente seguro e justo para os fãs, não apenas para garantir a integridade do evento, mas também para preservar a confiança do público no mercado de entretenimento.
Fonte: www.infomoney.com.br