Aliados dos EUA buscam aproximação com a China diante de incertezas

UK Prime Minister Visits China Day Two

Líderes ocidentais reavaliam relações comerciais com a potência asiática em meio à imprevisibilidade da política externa de Trump.

Líderes de países aliados dos EUA, como o Reino Unido e o Canadá, estão se aproximando da China, buscando diversificação comercial e estabilidade em meio à instabilidade provocada pela administração Trump.

Líderes de países ocidentais, preocupados com a imprevisibilidade da política externa de Donald Trump, estão reavaliando seus laços com a China. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, foi o último a se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, em uma série de encontros que visam restaurar relações que estavam tensas nos últimos anos. Esta mudança se dá em um contexto onde a política ‘America First’ tem gerado incertezas e tensões comerciais, levando países como o Reino Unido e o Canadá a explorarem novas oportunidades no mercado chinês.

A reconfiguração das relações globais

A nova postura de aliados dos EUA reflete uma necessidade crescente de diversificação nas relações comerciais. Com tarifas elevadas impostas pelo governo norte-americano, países como o Reino Unido estão ávidos por desenvolver um entendimento mais robusto e estável com a China. Starmer, antes de sua visita, expressou o desejo de que a relação entre os dois países se torne “mais sofisticada”, enfatizando a importância da cooperação em questões globais como a mudança climática e a estabilidade mundial. O encontro resultou em uma série de acordos econômicos entre as duas nações, solidificando uma nova fase de diplomacia.

Detalhes sobre a aproximação

O movimento de Starmer é parte de uma tendência mais ampla, onde outros líderes ocidentais, como o primeiro-ministro canadense Mark Carney e o presidente sul-coreano Lee Jae Myung, também estabeleceram novos entendimentos com a China. A visita de Starmer a Pequim, a primeira de um primeiro-ministro britânico desde 2018, ocorreu em um momento em que a China busca demonstrar sua relevância no cenário global, especialmente após anos de tensões com os EUA.

O futuro das relações EUA-China

Entretanto, especialistas alertam que essa reaproximação não deve ser interpretada como um afastamento definitivo de Washington. A maioria desses países ainda está profundamente integrada na arquitetura de segurança liderada pelos EUA. Embora a China ofereça oportunidades comerciais, sua economia enfrenta desafios significativos, o que pode limitar os benefícios esperados por esses acordos. Além disso, questões delicadas como alegações de espionagem e direitos humanos continuam a ser um ponto sensível nas discussões entre os aliados e a China.

Conclusão

O cenário internacional está em constante evolução e a aproximação dos aliados dos EUA com a China pode sinalizar uma reconfiguração nas dinâmicas de poder globais. A busca por uma relação mais previsível com Pequim reflete não apenas um desejo de estabilidade econômica, mas também uma adaptação à nova realidade geopolítica, onde a imprevisibilidade de lideranças como a de Trump tem incentivado outros países a explorar novas alianças.

Fonte: www.nbcnews.com

Fonte: UK Prime Minister Visits China Day Two

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