Prática de 'Menstrual Masking' levanta questionamentos sobre segurança e eficácia.
Débora Dunhill, ex-Miss Bumbum, relata reação alérgica ao usar sangue menstrual no rosto. Médica alerta para riscos associados.
A controvérsia do ‘Menstrual Masking’
Débora Dunhill, ex-Miss Bumbum, trouxe à tona uma prática que vem ganhando popularidade nas redes sociais: o uso do sangue menstrual como uma alternativa de skin care. Em seu relato, ela compartilhou sua experiência negativa ao aplicar o sangue no rosto, resultando em uma reação alérgica que gerou vermelhidão e irritação instantânea na pele. Esse fenômeno, conhecido como “Menstrual Masking” ou “#PeriodMask”, é promovido como uma técnica natural que promete diversos benefícios estéticos.
A prática e suas promessas
Os defensores dessa técnica alega que o sangue menstrual pode oferecer melhorias na textura da pele, regeneração celular, efeito anti-idade e redução de acne. Entretanto, a dermatologista Marcella Alves, da Onne Clinic, enfatiza que não existem evidências clínicas que respaldem essas alegações. Ela destaca que, embora existam pesquisas sobre o uso de células derivadas do endométrio em contextos médicos, a aplicação direta do sangue menstrual na pele não é segura nem eficaz.
Riscos associados ao uso de sangue menstrual
A médica alerta que o sangue menstrual não é um material estéril, composto por tecido endometrial, secreções vaginais e microrganismos, o que eleva consideravelmente o risco de infecções, dermatites de contato e inflamações. Entre os principais riscos estão as infecções bacterianas e fúngicas que podem surgir, junto com a possibilidade de agravamento de condições como acne e rosácea. A prática, que é vista por alguns como uma alternativa natural, pode acabar trazendo mais danos do que benefícios para a pele.
O futuro da estética e segurança na beleza
Diante dessa crescente popularidade de práticas de beleza alternativas, é fundamental que a sociedade esteja informada sobre os riscos envolvidos. A dermatologista ressalta a importância de consultar profissionais de saúde antes de iniciar qualquer tratamento estético, especialmente aqueles que envolvem substâncias não convencionais. A busca por soluções naturais e alternativas pode ser atraente, mas a segurança e a eficácia devem sempre ser priorizadas.
Conclusão
A experiência de Débora Dunhill serve como um alerta para aqueles que consideram adotar práticas semelhantes. O uso do sangue menstrual na pele, além de não ter respaldo científico, apresenta riscos significativos que não devem ser ignorados. É essencial que as tendências de beleza sejam abordadas com cautela e que as pessoas se informem adequadamente antes de experimentar novos métodos.
Fonte: www.purepeople.com.br
Fonte: Médica tira dúvidas sobre doença sem cura que afeta Ivete Sangalo