OMS atualiza alerta sobre vírus Nipah na Índia e aponta diferenças em relação à Covid-19

Entidade detalha diferenças críticas entre o Nipah e o coronavírus.

OMS alerta sobre o vírus Nipah na Índia e esclarece diferenças em relação à Covid-19, destacando a importância do diagnóstico precoce.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a se pronunciar sobre o vírus Nipah após a confirmação de dois casos recentes na Índia. Os diagnósticos ocorreram no estado de Bengala Ocidental e envolveram dois profissionais de saúde. Um homem apresenta evolução clínica positiva, enquanto uma mulher permanece internada em estado grave. Até agora, não foram identificados casos secundários nem evidências de transmissão para outras pessoas.

Diferenças entre Nipah e COVID-19

A OMS afirmou que a situação segue sob controle e não representa uma ameaça elevada à saúde pública. A avaliação atual da entidade aponta risco baixo nos níveis nacional, regional e global. A organização destacou que a Índia demonstrou sua capacidade de gerenciar surtos de Nipah em eventos anteriores e que as medidas de saúde pública estão sendo implementadas por equipes de saúde.

Apesar da avaliação geral favorável, o risco em Bengala Ocidental foi classificado como moderado, levando em conta a presença de morcegos frugívoros, reservas naturais do vírus. Comparações com a Covid-19 foram feitas, mas especialistas ressaltam que, embora ambos os vírus sejam emergentes, suas dinâmicas de transmissão e impacto populacional são distintas.

A principal diferença está na forma de contágio. A infecção pelo Nipah requer contato íntimo e prolongado, relacionado a fluidos corporais e frutas contaminadas, enquanto o SARS-CoV-2 se dissemina facilmente pelo ar. Outra distinção importante é a elevada taxa de letalidade do Nipah, que varia entre 40% e 75%, dependendo da rapidez do diagnóstico e intervenção médica.

Situação Atual na Índia

Nos estágios iniciais, a infecção pode assemelhar-se a um quadro gripal, mas evolui rapidamente para formas graves, como encefalite e insuficiência respiratória. A distribuição geográfica do vírus também é um fator que limita seu risco. Desde sua identificação em 1999, os surtos têm permanecido concentrados no sudeste asiático, com registros históricos principalmente na Índia e em Bangladesh.

A transmissão entre humanos é rara e geralmente ocorre apenas em ambientes hospitalares ou entre contatos próximos. Até o momento, não há relatos de disseminação internacional associada a viagens. A OMS ressaltou a menor capacidade de adaptação do Nipah aos seres humanos, uma vez que sua transmissão inicial ocorreu através de morcegos infectando porcos, que depois transmitiram o vírus para humanos.

Prevenção e Controles

Com a ausência de vacina licenciada ou tratamento específico, o enfrentamento do Nipah depende do diagnóstico precoce e de cuidados de suporte, incluindo internação em unidades de terapia intensiva. A OMS enfatiza a importância das medidas de prevenção e controle de infecções, especialmente nos serviços de saúde. As orientações incluem o uso de equipamentos de proteção ao lidar com animais doentes e a adoção rigorosa de protocolos de segurança.

A entidade continuará a trabalhar em parceria com as autoridades da Índia para apoiar a avaliação de riscos e a vigilância, além de esforços de resposta a surtos. Embora a situação atual não indique um risco de pandemia nos moldes da Covid-19, o monitoramento é essencial para garantir a segurança da população.

Fonte: portalleodias.com

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