Em uma análise contundente, o ex-procurador Deltan Dallagnol expõe os bastidores de uma possível manobra do STF para colocar Jair Bolsonaro em prisão domiciliar.- Por Thiago Branco

revelando o que ele descreve como um “pânico” na alta corte.

Recentemente, o cenário político brasileiro foi agitado por uma notícia veiculada pelo jornal O Globo, sugerindo que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estariam articulando a concessão de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em uma análise aprofundada em seu canal no YouTube, Deltan Dallagnol dissecou os possíveis motivos por trás dessa movimentação, questionando por que a mesma corte que considera Bolsonaro um de seus maiores adversários políticos estaria agora buscando uma solução que, à primeira vista, parece beneficiá-lo.

O “Pânico” do STF e a Autoproteção Institucional

Segundo Dallagnol, a resposta para essa aparente contradição reside em um sentimento de “pânico” que teria se instalado no STF. Ele argumenta que a corte, abalada por uma série de escândalos recentes que minaram sua credibilidade, estaria agindo em prol de sua própria preservação. Entre os episódios citados estão as controversas decisões do ministro Dias Toffoli no caso Master e o contrato milionário envolvendo a esposa do ministro Alexandre de Moraes, fatos que intensificaram a pressão pública sobre o tribunal.
Nesse contexto, a notícia sobre a prisão domiciliar de Bolsonaro, segundo a análise, funcionaria como um balão de ensaio e uma forma de pressão interna, orquestrada pelo ministro Gilmar Mendes. O objetivo seria influenciar publicamente a decisão de Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos que miram o ex-presidente.

O Fantasma de “Clesão” e o Risco Político

O ponto central do temor do STF, de acordo com a análise de Dallagnol, é a possibilidade de Jair Bolsonaro vir a falecer sob custódia do Estado. A morte de Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como “Clesão”, que sofreu um mal súbito no Complexo Penitenciário da Papuda após ter um pedido de liberdade provisória ignorado por Moraes, acendeu um alerta na corte. A responsabilidade política e o imenso desgaste decorrentes de um evento semelhante com uma figura da magnitude de Bolsonaro seriam catastróficos para a imagem do Supremo, recaindo diretamente sobre os ombros de Alexandre de Moraes.
A prisão domiciliar, portanto, surge como uma válvula de escape estratégica. Seria uma forma de mitigar os riscos, fazer um aceno a uma parcela da direita e, principalmente, proteger a instituição de um colapso de imagem ainda maior. Dallagnol destaca que Moraes já solicitou um laudo médico oficial sobre o estado de saúde de Bolsonaro, um movimento que pode estar pavimentando o caminho para justificar legalmente a concessão do benefício.

Uma Jogada Política, Não um Gesto de Bondade

A análise de Deltan Dallagnol conclui que a possível concessão de prisão domiciliar a Bolsonaro não deve ser interpretada como um ato de benevolência do STF, mas sim como uma jogada calculada em um complexo xadrez político. A estratégia visaria, em última instância, a sobrevivência e a estabilidade da própria corte diante de um cenário de crescente pressão e escrutínio público. A decisão, se confirmada, representará um capítulo crucial nas tensas relações entre os Poderes da República.

Sobre o autor: Thiago Branco é CEO e proprietário do portal Folha de Curitiba, além de Head de Estratégias de Tráfego e Comercial. Especialista em marketing político, gestão de crise, posicionamento e campanhas de tráfego pago para mandatos, pré-candidatos e partidos, atua na análise profunda de dados para criar estratégias que geram engajamento, autoridade e votos. Para consultorias, projetos de comunicação política ou gestão de tráfego, entre em contato pelo WhatsApp (41) 99149 – 7821

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