Motta rebate Tebet e diz que Congresso não “sequestrou” o Orçamento

s de Hugo Motta e Simone Tebet

Presidente da Câmara defende emendas parlamentares após críticas da ministra do Planejamento.

Hugo Motta critica declaração de Simone Tebet sobre 'sequestro' do Orçamento federal, defendendo as emendas parlamentares.

O embate entre o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, acendeu um debate crucial sobre a gestão do Orçamento federal e o papel das emendas parlamentares na alocação dos recursos públicos. Motta, em resposta a uma declaração de Tebet, que denunciou um suposto ‘sequestro’ do Orçamento pelo Congresso, destacou a importância desses instrumentos legislativos como uma prerrogativa constitucional e uma forma legítima de representação das demandas da população.

A Polêmica em Torno das Emendas Parlamentares

Em evento realizado em São Paulo, a ministra Tebet afirmou que o aumento no volume de emendas parlamentares, que totalizam aproximadamente R$ 61 bilhões para o ano, representa um ‘confisco’ dos recursos destinados a investimentos no governo federal. Essa afirmação gerou uma reação imediata de Motta, que considerou a declaração equivocada e ressaltou que as emendas são um mecanismo democrático que permite aos parlamentares atenderem às necessidades de seus estados e municípios. Motta argumentou que essas emendas são essenciais para que as ‘prioridades reais da população’ sejam atendidas.

Detalhes da Troca de Insinuações

Motta também comentou sobre os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a cerca de R$ 400 milhões em emendas e a possibilidade de um contingenciamento adicional de R$ 11 bilhões no Orçamento de 2026. Ele enfatizou que as emendas não apenas possibilitam investimentos em áreas essenciais, como saúde e infraestrutura, mas também garantem que as vozes de diferentes regiões do Brasil sejam ouvidas no processo legislativo. Segundo ele, a crítica de Tebet carece de um entendimento mais profundo sobre o funcionamento do sistema orçamentário, pois as emendas são uma resposta às demandas de segmentos da sociedade.

A Necessidade de Reformas no Orçamento

Por sua vez, Tebet também fez questão de apontar a necessidade de uma reforma no orçamento brasileiro, destacando que a gestão atual requer um planejamento mais sólido e transparente. A ministra expressou sua preocupação com o fato de que a destinação de grandes quantias a emendas pode não estar alinhada às verdadeiras necessidades da população. Ela criticou a falta de mecanismos que assegurem que os recursos cheguem efetivamente a quem precisa e propôs um debate mais profundo sobre a reestruturação do sistema orçamentário brasileiro.

Conclusão

O conflito entre motta e Tebet revela um cenário de tensões entre o Legislativo e o Executivo, especialmente em um momento em que o gerenciamento eficiente dos recursos públicos se torna ainda mais crucial. A discussão sobre as emendas parlamentares e a reformulação do Orçamento é vital não apenas para a política atual, mas também para a construção de um futuro mais equilibrado e justo para todos os brasileiros. É essencial que essas vozes continuem a ser ouvidas e que a sociedade participe ativamente desse debate.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: s de Hugo Motta e Simone Tebet

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