O ex-presidente do BRB revela detalhes sobre a compra de carteiras e a relação com o Banco Master.
Depoimento de Paulo Henrique Costa à PF revela cobranças diretas ao dono do Banco Master sobre carteiras compradas pelo BRB.
Revelações sobre as carteiras do Banco Master
O depoimento de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, à Polícia Federal em dezembro de 2025, trouxe à tona uma situação alarmante sobre a gestão de carteiras adquiridas pelo banco. Durante o período de janeiro a junho de 2025, o BRB comprou cerca de R$ 6,7 bilhões em carteiras do Banco Master, além de pagar R$ 5,5 bilhões em prêmios, somando um total de R$ 12,2 bilhões. A origem dessas carteiras é questionável e envolve empresas que foram classificadas como “de prateleira” pela PF.
Contexto da Compra das Carteiras
A problemática das carteiras adquiridas pelo BRB remete à complexidade do mercado financeiro e à necessidade de rigor na avaliação de ativos. Carteiras provenientes de empresas como Tirreno e Cartos, que mantinham relações com o Banco Master, levantam a questão sobre a due diligence realizada pelo BRB antes da compra. A falta de identificação clara dos ativos, que foram considerados “podres”, destaca a fragilidade da gestão financeira e a importância de processos robustos no setor bancário.
Detalhes das Cobranças e Resolução
Em seu depoimento, Costa revelou que, em maio do ano anterior, ele fez cobranças diretas ao proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro. O ex-presidente afirmou que a documentação apresentada não atendia aos padrões exigidos pelo Banco Central, o que levou à decisão de substituir as carteiras. A relação entre o BRB e o Banco Master se tornou tensa, pois Costa mencionou que a ausência de clareza sobre a origem dos créditos e a documentação deficiente complicaram o cenário. Para agravar a situação, afirmou que nunca foi possível recuperar a totalidade dos valores investidos, alegando que o dinheiro não existia de fato no Master, mas apenas como saldo contábil.
Implicações e Consequências
As alegações de Paulo Henrique Costa têm implicações significativas não apenas para o BRB, mas para a confiança no sistema bancário como um todo. O fato de que um banco estatal tenha investido uma quantia tão substancial em ativos duvidosos levanta preocupações sobre a transparência e a responsabilidade na gestão de finanças públicas. O caso também pode resultar em repercussões legais para os envolvidos e um exame mais cuidadoso das práticas de compra e venda de ativos no setor bancário.
Conclusão
A situação envolvendo o BRB e o Banco Master evidencia a necessidade de uma reavaliação crítica dos processos de controle e auditoria nas instituições financeiras. A responsabilidade dos gestores e a clareza nas transações financeiras são cruciais para garantir a integridade do sistema financeiro e proteger os interesses do público e dos investidores. O desdobramento deste caso será monitorado de perto, à medida que as investigações da Polícia Federal prosseguem.
Fonte: www.moneytimes.com.br
Fonte: BRB