Entrevista com o produtor sobre o novo remake
Entrevista revela detalhes sobre o remake e as inovações no clássico RPG.
O aguardado lançamento de Dragon Quest VII Reimagined para PlayStation 5, marcado para 5 de fevereiro, promete reviver a magia do clássico de 2000, Dragon Quest VII: Fragments of the Forgotten Past. Este remake traz visuais de diorama 3D com uma estética de bonecos artesanais e apresenta novas histórias, incluindo a reunião do protagonista com seu amigo adulto, Kiefer. O produtor Takeshi Ichikawa compartilhou suas reflexões sobre o processo criativo e as decisões que moldaram este remake para uma nova geração.
O legado do original e sua influência
O Dragon Quest VII original teve um impacto significativo no mundo dos RPGs, sendo o primeiro da série a usar polígonos 3D e oferecendo uma aventura que ultrapassava 100 horas de jogo. Ichikawa recorda sua própria experiência com o título, revelando que, apesar de não ter terminado o jogo na infância, ao revisitá-lo, ficou impressionado com a profundidade e a escuridão de seu enredo, ressoando fortemente com a realidade atual.
Em conversas com Yuji Horii, o criador da série, Ichikawa discutiu como as temáticas do jogo refletem as complexidades da natureza humana, muitas vezes revelando um lado sombrio da narrativa. O remake busca respeitar esses elementos enquanto traz novidades que podem cativar tanto os fãs antigos quanto os novos jogadores.
Inovações no remake
O projeto para o remake começou em 2025, quando a equipe percebeu que a história e o mundo do jogo ainda poderiam ressoar com os jogadores contemporâneos. Em vez de apenas remasterizar o original, a equipe optou por reimaginar todos os aspectos, desde a narrativa até a interface do usuário. Ichikawa enfatiza que o conceito central foi “nostálgico, mas inovador”, buscando manter a essência do original enquanto introduzia melhorias significativas.
Durante o desenvolvimento, a equipe trabalhou com Horii sobre a interface do usuário, que passou de um formato tradicional de janelas pop-up para uma nova estrutura baseada em abas, aumentando a acessibilidade do jogo. A narrativa também foi refinada, eliminando partes redundantes enquanto novas histórias foram adicionadas, como a já mencionada interação com um Kiefer adulto.
Detalhes visuais e combate dinâmico
A estética do jogo, inspirada em bonecos, foi uma escolha deliberada para dar continuidade ao legado visual da série, que sempre contou com designs de personagens encantadores sob a supervisão de Akira Toriyama. Para capturar a textura e a essência visual, a equipe colaborou com artesãos para criar bonecos de madeira que foram digitalizados para serem utilizados no jogo. Cada detalhe, desde os trajes dos personagens até os ambientes, foi meticulosamente planejado para criar uma experiência imersiva.
No que diz respeito ao combate, Ichikawa revela que a equipe buscou um equilíbrio entre batidas rápidas em encontros comuns e momentos mais intensos contra inimigos poderosos. Um novo sistema de vocação, que permite aos personagens ativar habilidades especiais, promete adicionar mais dinamismo às batalhas, oferecendo aos jogadores a liberdade de experimentar combinações de habilidades em suas estratégias de combate.
Conclusão
Dragon Quest VII Reimagined não é apenas um retorno a um clássico amado, mas uma oportunidade de experimentar uma nova narrativa e mecânicas que prometem capturar tanto a essência original quanto atender às expectativas modernas dos jogadores. O lançamento está previsto para 5 de fevereiro, e os fãs estão ansiosos para ver como a nostalgia e a inovação se entrelaçam nesta nova aventura.
Fonte: blog.playstation.com