Ouro cai mais de 11% e prata derrete 31% em um único dia

Entenda as razões por trás da maior queda dos metais preciosos desde 2016.

Ouro e prata sofreram perdas significativas, refletindo mudanças nas condições de mercado e expectativas sobre política monetária nos EUA.

O mercado de metais preciosos experimentou uma reviravolta dramática nesta sexta-feira, com o ouro caindo mais de 11% e a prata derretendo em um impressionante 31%. Com o ouro fechando a US$ 4.745,10 por onça-troy, essa marca de 11,38% representa a maior queda diária para o metal amarelo desde 2016. A prata, acompanhando essa trajetória, encerrou o dia cotada a US$ 78,53, o que corresponde a uma perda que não era vista desde 2008.

A Influência Política e Econômica

As perdas acentuadas nos preços dos metais preciosos estão intimamente ligadas à nomeação de Kevin Warsh como potencial novo presidente do Federal Reserve (Fed), que se mostrava uma escolha mais conservadora no cenário econômico. As expectativas de um endurecimento da política monetária, especialmente em um momento em que os dados inflacionários superaram as previsões de mercado, intensificaram a pressão sobre os preços do ouro e da prata. O Commerzbank, por exemplo, sugere que a pressão pode levar o Fed a cortar os juros mais do que o antecipado, o que teria um impacto direto sobre a atratividade dos metais preciosos.

Historicamente, o ouro e a prata são vistos como ativos de refúgio durante períodos de incerteza econômica. No entanto, o recente movimento de queda destaca a volatilidade que esses ativos podem apresentar ao serem influenciados por fatores externos, como decisões políticas e dados econômicos.

O Cenário Atual do Mercado

Nos últimos dias, o mercado de metais preciosos enfrentou uma oscilação intensa; na semana, o ouro acumulou uma perda de 4,71%, enquanto a prata apresentou uma queda ainda mais acentuada de 22,5%. Contrapõe-se a isso um avanço notável no mês, com o ouro subindo 9,30% e a prata 11,23%. Esse cenário contraditório evidencia como os ralis podem rapidamente ser revertidos, dependendo de eventos externos.

Os máximos recentes dos preços dos metais foram impulsionados pela desvalorização do dólar e pelas tensões geopolíticas, que aumentaram a demanda por ativos considerados seguros. Porém, a alta recente e subsequente queda reflete a fragilidade dessa percepção de segurança no mercado.

Projeções Futuras e Impactos

Consultorias como a Capital Economics já projetam que os preços dos metais preciosos continuarão a oscilar, podendo terminar o ano em níveis inferiores aos atuais. Essa expectativa pode levar a um cenário de cautela entre investidores, que buscarão diversificar suas carteiras para mitigar riscos.

A recente volatilidade pode também impactar outros setores, como o mercado de commodities, onde o cobre, que havia atingido um pico de US$ 14.000 por tonelada, registrou uma queda de quase 4% em Londres após os movimentos no mercado de metais preciosos. A relação entre os preços dos metais e a saúde econômica mais ampla é complexa e exigirá atenção constante dos investidores.

Conclusão

A queda dramática dos preços do ouro e da prata reflete não apenas as dinâmicas internas dos mercados financeiros, mas também a intersecção entre política, economia e investimentos. A capacidade dos investidores de navegar por essas mudanças será crucial, especialmente em um ambiente marcado por incertezas e volatilidade crescente.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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