Diego Matos dos Santos narra sua experiência e desafios enfrentados
Diego Matos dos Santos, brasileiro, sofreu amputações severas durante a guerra na Ucrânia. Ele compartilha sua experiência e reflexões.
Diego Matos dos Santos, natural de Pernambuco, vivencia a dura realidade da guerra na Ucrânia após ter suas duas pernas e o braço esquerdo amputados. Com uma história marcada por sonhos e desafios, Diego compartilha que a guerra no Leste Europeu não pode ser caracterizada como uma “guerra convencional”.
A jornada de um voluntário na guerra
Diego sempre sonhou em ser militar. Após se mudar para a Europa em 2019, a decisão de se juntar ao exército ucraniano veio em 2025, enquanto residia na Bélgica com sua esposa. Em busca de um ideal, ele se apresentou ao exército ucraniano após meses de preparação, onde foi recebido em seu idioma nativo, o português.
A jornada de Diego, no entanto, tomou um rumo trágico. Após ser enviado ao front, ele foi atingido por um drone em novembro de 2025, o que resultou na amputação de seus membros devido não apenas ao ferimento, mas também às condições extremas de frio que enfrentou. Após cerca de 25 dias sem tratamento adequado, ele foi finalmente resgatado e levado a um hospital militar, onde soube da gravidade de suas lesões.
Consequências e reflexões
A experiência de Diego na guerra desafiou suas expectativas. Ele expressa arrependimento por ter deixado sua família, amigos e, principalmente, seu filho, em busca de um sonho que se revelou perigoso. Apesar da dor e da perda, Diego demonstra gratidão por ter sobrevivido, refletindo sobre a fragilidade da vida durante um conflito armado.
Atualmente, ele se recupera sob os cuidados do governo ucraniano, aguardando cicatrização suficiente para a colocação de próteses e o início da fisioterapia. Sua ambição de voltar ao Brasil e reconstruir sua vida após a guerra é uma luz de esperança em meio à escuridão do conflito.
A participação brasileira na guerra da Ucrânia
Desde o início da guerra em fevereiro de 2022, muitos brasileiros se juntaram às forças ucranianas, motivados por um desejo de defender a liberdade. A Legião Internacional de Defesa Territorial, que oferecia salários atrativos, se tornou um destino para aqueles que desejavam lutar ao lado da Ucrânia. No entanto, a realidade é cruel: 17 brasileiros já perderam suas vidas e 42 permanecem desaparecidos.
A história de Diego é um testemunho das duras consequências da guerra e o impacto que ela tem não apenas sobre os combatentes, mas também sobre suas famílias e comunidades. A luta pela paz e pela justiça continua, mas as cicatrizes da guerra são profundas e, muitas vezes, permanentes. Diego espera que sua recuperação não apenas lhe permita andar novamente, mas também sirva como um lembrete para outros sobre os verdadeiros custos da guerra.
Fonte: www.metropoles.com