Líder do Senado, John Thune, refuta proposta de Trump sobre eleições

Thune defende a descentralização do processo eleitoral nos EUA

John Thune, líder do Senado, discorda de Trump sobre federalização das eleições e defende a autonomia dos estados.

O debate sobre a federalização das eleições nos EUA ganhou novo fôlego após os comentários controversos do ex-presidente Donald Trump. Em um recente podcast, Trump sugeriu que os republicanos deveriam “nacionalizar a votação”, afirmando que o controle centralizado poderia resolver questões de integridade eleitoral. No entanto, o líder do Senado, John Thune, expressou sua discordância de forma clara e contundente, afirmando que não está a favor de tal movimento.

A Autonomia dos Estados e a Estrutura Eleitoral

A Constituição dos Estados Unidos estabelece que as eleições para membros do Congresso são responsabilidade dos estados, conforme descrito no Artigo 1. Isso significa que cada estado tem autonomia para regulamentar a sua própria legislação eleitoral, incluindo registro de eleitores, contagem de votos e medidas de prevenção à fraude. Essa estrutura descentralizada é vista por muitos como uma proteção contra tentativas de manipulação, uma vez que dificultaria o ataque a um sistema único.

Thune destacou que “é mais difícil hackear 50 sistemas de eleição do que hackear um só”, enfatizando sua crença na eficácia do modelo atual. Ele também ressaltou que as eleições devem ser conduzidas por aqueles mais próximos à comunidade, ou seja, pelos próprios estados.

Respostas de Outros Líderes Republicanos

Além de Thune, o presidente da Câmara, Mike Johnson, também comentou sobre a proposta de Trump. Johnson reforçou que a responsabilidade pela administração das eleições sempre foi dos estados e que, enquanto essa prioridade for mantida, o sistema funcionará adequadamente. Ele expressou preocupação com alguns estados que, segundo ele, não têm garantido a integridade eleitoral.

Johnson também mencionou o SAVE Act, que exigiria que os estados comprovassem a cidadania durante o registro de eleitores. No entanto, críticos argumentam que tais leis de identificação podem dificultar o voto para cidadãos que não possuem a documentação necessária facilmente acessível.

Reação ao Comentário de Trump

Trump, em sua entrevista, não apenas reiterou seus comentários sobre a nacionalização das eleições, mas também fez afirmações infundadas sobre fraude eleitoral, insistindo que ele venceu as eleições de 2020 na Geórgia e que há irregularidades significativas. Suas alegações foram amplamente desmentidas por especialistas e autoridades eleitorais, que afirmam não haver evidências de fraude em larga escala.

A recente busca do FBI em um centro eleitoral na Geórgia também levantou questões sobre possíveis tentativas de intimidação. O deputado Sanford Bishop, da Geórgia, criticou Trump, afirmando que suas ações são uma tentativa explícita de dominar o sistema eleitoral. Ele classificou os comentários de Trump como uma tendência autoritária que ameaça os princípios democráticos.

Além disso, a NAACP emitiu uma declaração condenando os comentários de Trump, descrevendo-os como uma tentativa desesperada de minar as fundações da democracia americana. A organização apelou à comunidade para resistir a qualquer forma de autoritarismo que possa surgir a partir de tais propostas.

Conclusão

A conversa em torno da federalização das eleições continua a polarizar opiniões dentro do Partido Republicano e entre os legisladores. Enquanto Trump promove a ideia de um controle centralizado, líderes como John Thune defendem a importância da autonomia estadual. A discussão não é apenas sobre uma questão técnica, mas sobre a essência da democracia americana e a forma como ela deve ser preservada no futuro.

Fonte: www.nbcnews.com

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