Exigência surge após controvérsias envolvendo o FBI e Trump
Senador Mark Warner chama Tulsi Gabbard para depor após sua presença em operação do FBI em Georgia.
Senador Mark Warner, do Partido Democrata da Virgínia, exigiu a presença da diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, para depor na Comissão de Inteligência do Senado. A convocação surge após a controvérsia envolvendo a presença de Gabbard em uma operação do FBI que ocorreu em um escritório eleitoral em Georgia. Warner expressou preocupações sobre a facilitação de uma ligação entre os agentes do FBI envolvidos na operação e o ex-presidente Donald Trump.
A Motivações por trás da Convocação
Warner, que é vice-presidente do comitê de inteligência, declarou que é inaceitável que um presidente em exercício se envolva pessoalmente em uma investigação criminal relacionada a uma eleição que ele perdeu. O senador ressaltou que a recente sugestão de Trump de que a ala republicana deveria “assumir” e “nacionalizar” as eleições levanta sérias questões sobre a segurança eleitoral e o futuro da democracia americana, mirando especialmente nas eleições de 2026 e 2028.
A crescente inquietação entre os democratas revela um temor de que Trump possa estar buscando interferir nas próximas eleições, mesmo estando na minoria no Senado. A estrutura de poder atual permite que os democratas compelam testemunhas a depor, colocando Gabbard sob pressão para esclarecer sua presença na operação do FBI.
Detalhes da Operação e Respostas
Gabbard, em uma carta enviada a Warner e outros legisladores, afirmou que sua presença na cena foi solicitada por Trump e que ela apenas observou a execução do mandado por um curto período. Os agentes federais estavam em busca de documentos relacionados às eleições de 2020, com o cartório superior do condado de Fulton confirmando que 24 paletes contendo 656 caixas de documentos foram apreendidos.
Além disso, Gabbard admitiu que, durante uma reunião com os agentes do FBI após a operação, facilitou uma ligação para que Trump pudesse agradecer pessoalmente aos agentes pelo trabalho realizado. Essa informação foi corroborada por uma matéria do New York Times, que trouxe relatos de que Trump fez perguntas durante a ligação, enquanto o supervisor da equipe do FBI respondeu as questões.
Implicações e Respostas de Gabbard e Warner
Em resposta às críticas, Gabbard assegurou que suas ações estavam alinhadas com suas atribuições legais e que não houve nenhuma diretiva dada por ela ou por Trump. No entanto, Warner contestou essa defesa, afirmando que a análise de inteligência não deve ser utilizada como justificativa para participar de uma investigação que ele considera uma farsa.
As declarações de Trump em um recente podcast, onde ele reafirmou a necessidade de os republicanos “assumirem” o controle das eleições, só aumentam as preocupações sobre possíveis irregularidades e manipulações eleitorais. Ele insinuou que não cidadãos estavam sendo trazidos para votar, uma afirmação que já foi desmentida anteriormente.
Conclusão
A situação em torno da convocação de Gabbard para depor reflete um momento crítico para a política americana, em que a legitimidade das eleições e a integridade do processo democrático estão sob ameaça. Warner e outros democratas estão alertando para a necessidade de defender a segurança eleitoral à medida que os EUA se aproximam de decisões eleitorais cruciais nos próximos anos.
Fonte: www.cnbc.com
Fonte: CNBC