Seu banco ainda acompanha o crescimento da sua empresa? Especialista aponta sinais de que é hora de reavaliar

Foto: Maria Domnina

Tecnologia defasada, crédito incompatível com o faturamento e excesso de burocracia podem aumentar custos e limitar a eficiência financeira dos negócios

Foto: Maria Domnina

A empresa cresceu, o faturamento aumentou e a operação ficou mais complexa, mas a relação com a instituição financeira continua exatamente igual. Para muitos empresários, a escolha do banco acaba sendo uma decisão tomada no início do negócio e raramente revisitada. Mas manter uma estrutura financeira que já não acompanha as necessidades da companhia pode gerar custos, aumentar processos manuais e até limitar sua capacidade de expansão.

Segundo Fabio Streitemberger Fabro, COO da Trio, instituição especializada em tecnologia para pagamentos, um dos primeiros sinais de alerta aparece quando a instituição deixa de acompanhar a evolução do próprio negócio. “O principal indicador é quando o banco vira um obstáculo no seu dia a dia em vez de um parceiro. Se a sua empresa cresceu, mas o seu limite, as opções de crédito e a qualidade do atendimento continuam os mesmos de lá atrás, a relação ficou defasada. Você também percebe isso claramente quando precisa perder horas com burocracias para resolver problemas simples, tem dificuldade para renegociar taxas ou sente que o seu gerente oferece produtos genéricos que não resolvem as dores reais do seu negócio”, explica.

A análise ganha relevância em um mercado no qual bancos tradicionais passaram a dividir espaço com fintechs e instituições de pagamento que oferecem estruturas desenvolvidas especificamente para determinadas necessidades empresariais. Para o gestor, essa ampliação da oferta também exige que empresários comparem periodicamente as alternativas disponíveis.

Tarifa mais baixa nem sempre significa menor custo

Na hora de escolher uma instituição, comparar tarifas e taxas de crédito é importante, mas não suficiente. Processos manuais, sistemas pouco integrados e indisponibilidade da plataforma também podem gerar custos para a operação. “Embora as taxas sejam importantes, o custo oculto da ineficiência pesa muito mais, por isso você precisa olhar para a tecnologia. É fundamental que a conta se integre perfeitamente ao sistema de gestão da sua empresa para automatizar a conciliação e evitar erros humanos”, afirma Fabro.

Outros critérios importantes são a qualidade do suporte, a capacidade da infraestrutura de acompanhar o crescimento do volume de transações e a disponibilidade de serviços compatíveis com as necessidades da empresa. Nesse cenário, a tecnologia deixa de ser apenas uma questão de conveniência. Falhas ou indisponibilidades podem atrasar pagamentos, recebimentos e compromissos com fornecedores, enquanto integrações entre a conta e os sistemas internos permitem automatizar atividades antes realizadas manualmente.

“A tecnologia do banco dita a velocidade do seu fluxo de caixa. Sistemas que caem toda hora atrasam seus pagamentos e recebimentos, quebrando a confiança com fornecedores e gerando multas. Por outro lado, uma infraestrutura moderna permite conectar sua conta diretamente aos seus sistemas, fazendo com que o seu time financeiro pare de perder tempo baixando planilhas manualmente e passe a focar em análises estratégicas que realmente ajudam a empresa a crescer”, explica Fabro.

Crescimento muda as necessidades financeiras

A necessidade de revisar a instituição financeira tende a ficar ainda mais evidente durante períodos de expansão. O aumento das vendas pode exigir mais capital de giro, novas modalidades de recebimento, crédito e estruturas capazes de processar volumes maiores de transações. Para Fabro, liquidez e previsibilidade passam a ocupar papel central nesse momento. Antecipação de recebíveis pode ser utilizada para financiar determinadas necessidades da operação, enquanto a centralização dos recebimentos permite acompanhar entradas com maior precisão. Empresas com atuação internacional também podem demandar soluções de câmbio, enquanto cartões corporativos podem facilitar a descentralização de despesas mantendo mecanismos internos de controle.

A integração dessas ferramentas é outro fator a ser considerado. Quando conta corporativa, pagamentos e informações financeiras funcionam de maneira fragmentada, aumenta o trabalho necessário para consolidar os dados. “Essa integração acaba com o maior inimigo do financeiro, que é a informação fragmentada. Quando tudo acontece no mesmo ambiente, você enxerga a saúde do negócio em tempo real e a produtividade da equipe dispara, pois aquela conciliação demorada passa a ser feita em minutos”, afirma o COO.

Entre pequenas e médias empresas, um comportamento frequente é escolher a instituição financeira pela relação que o empreendedor já possui como pessoa física. “O erro mais clássico é a comodidade. O empresário acaba abrindo a conta PJ no mesmo bancão onde já tem conta física e vai ficando por lá sem pesquisar os concorrentes. Outra falha comum é olhar só para a isenção de tarifa na conta, mas acabar pagando juros absurdos na hora de precisar de crédito”, aponta Fabro.

O especialista também recomenda evitar dependência operacional excessiva de uma instituição, ainda mais se possui um histórico grande de quedas e falhas sistêmicas. Concentrar todos os recursos financeiros em um único fornecedor pode deixar a empresa mais vulnerável a indisponibilidades tecnológicas, por isso é importante avaliar o percentual de disponibilidade desses sistemas. O crescimento do faturamento, por outro lado, pode ser utilizado para renegociar taxas, limites e condições comerciais. Uma empresa que movimenta hoje muito mais recursos do que quando abriu a conta possui necessidades e poder de negociação diferentes.

Fintechs ampliaram alternativas para empresas

A expansão das fintechs e instituições de pagamento também aumentou o número de opções disponíveis para negócios que procuram estruturas diferentes das oferecidas pelos bancos tradicionais. “A grande virada de chave desses novos players é a desburocratização e o foco na experiência do usuário. Enquanto os bancos tradicionais empurram pacotes engessados, as fintechs costumam ser excelentes em resolver dores específicas do dia a dia”, avalia Fabro.

É nesse mercado que atua a Trio, instituição voltada ao ambiente corporativo. A companhia reúne soluções como conta corporativa, infraestrutura de pagamentos, integração de sistemas financeiros, gestão de recebimentos, crédito e outros serviços destinados a operações que atuam com alta volumetria.

Para Fabro, entretanto, independentemente da instituição escolhida, o empresário deveria revisar periodicamente se os serviços contratados ainda correspondem às necessidades da operação.

Uma forma prática de fazer essa análise é questionar a instituição sobre a possibilidade de renegociação de tarifas diante do atual volume transacionado, integração nativa com o ERP, disponibilidade de linhas de crédito adequadas ao setor e ferramentas para automatizar cobranças e processos financeiros. “Se o gerente gaguejar ou der respostas evasivas, é a prova de que passou da hora de buscar opções melhores no mercado”, conclui.

Sobre a Trio

Criada em 2020 por Peterson Ferreira dos Santos e Manoel de Oliveira Souza, empreendedores com forte experiência em tecnologia e mercado financeiro, a Trio é especializada em tecnologia para pagamentos, atuando como uma Instituição de Pagamento regulada pelo Banco Central (IP 619). O grande diferencial da Trio está em sua conta corporativa feita sob medida para times financeiros e concebida para entregar alta performance em operações financeiras de ponta a ponta, sem intermediários.  A Trio desenvolve soluções voltadas especialmente para o ambiente corporativo, com destaque para ferramentas de gestão financeira, integração por APIs, sistemas de conciliação facilitada e soluções baseadas em Pix. Para mais informações, acesse o site www.trio.com.br ou o perfil oficial no Instagram: @trio.fin.

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