Decisão de Trump sobre o Kennedy Center gera crise na National Symphony Orchestra

The National Symphony Orchestra

Fechamento inesperado do centro artístico traz incertezas para músicos e administração.

O anúncio do fechamento do Kennedy Center por Trump pegou a National Symphony Orchestra de surpresa, gerando incertezas sobre o futuro.

O recente anúncio de Donald Trump sobre o fechamento do John F. Kennedy Center for the Performing Arts, previsto para dois anos a partir deste verão, causou um verdadeiro alvoroço na National Symphony Orchestra (NSO). Sem aviso prévio, a decisão foi divulgada em uma postagem nas redes sociais do presidente, pegando músicos e administração de surpresa e deixando todos em uma situação de incerteza. Desde 1971, a NSO tem suas apresentações vinculadas ao Kennedy Center e agora enfrenta um verdadeiro pesadelo logístico.

Origem do fechamento e suas implicações

O Kennedy Center, um dos principais centros culturais dos EUA, foi projetado para ser um espaço flutuante de arte e cultura, mas a administração de Trump argumenta que a estrutura está “cansada, quebrada e dilapidada”. Ao longo dos anos, o Centro passou por várias reformas, mas a última, em 2019, não exigiu seu fechamento total. Agora, a administração alega que, para garantir a qualidade da construção, o local precisa ser fechado por completo.

Essa decisão não apenas afeta a programação da NSO, que realiza cerca de 150 concertos anuais, mas também a segurança financeira da orquestra. Os músicos, que normalmente renovam contratos com bastante antecedência, agora se encontram em um limbo, sem saber o que esperar. A orquestra já havia começado a planejar a temporada de 2028-2029, e essa interrupção pode resultar em perdas financeiras significativas e impacto na continuidade de suas atividades.

O impacto na programação da National Symphony Orchestra

De acordo com informações de fontes próximas à NSO, a falta de comunicação e planejamento em torno das reformas do Kennedy Center está causando grande preocupação entre os músicos e a administração. “Um dos problemas principais é que orquestras geralmente programam suas temporadas anos à frente. Não é fácil mover uma orquestra inteira para outro local sem planejamento”, disse Simon Woods, presidente da League of American Orchestras. Além disso, a fonte de arrecadação, que depende em um terço do público e de doações, tem sofrido uma queda acentuada nos últimos tempos, especialmente desde que Trump começou a exercer maior influência sobre o Centro.

Essas incertezas têm gerado ansiedade entre os músicos, que se preocupam com suas carreiras e a continuidade das apresentações ao vivo em Washington, D.C. A queda de público, que chegou a 50%, não é apenas uma questão financeira, mas também emocional para os músicos, que preferem tocar para um auditório cheio.

O futuro da NSO e do Kennedy Center

Embora a administração de Trump tenha afirmado estar comprometida com a NSO, o futuro restante depende de como a gestão do Kennedy Center irá conduzir esses processos. Muitos se perguntam se a NSO poderá encontrar um novo local para suas apresentações, com DAR Constitution Hall se apresentando como a opção mais viável. No entanto, isso ainda está em discussão, e a NSO pode ter que considerar turnês para manter suas atividades durante o fechamento.

Por fim, conforme as autoridades em Washington começam a investigar como o presidente planeja financiar as reformas extensivas, restam dúvidas sobre a viabilidade a longo prazo do Kennedy Center. Enquanto isso, a NSO continua a desempenhar um papel central na vida cultural da cidade, e sua resiliência poderá ser testada nas próximas temporadas. A situação reflete não apenas um desafio para a música ao vivo, mas também um momento crítico para a cultura americana como um todo.

Fonte: www.nbcnews.com

Fonte: The National Symphony Orchestra

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