Fenômeno incomum surpreende observadores no Rio Grande do Sul
Um fenômeno raro de aurora foi registrado em janeiro de 2026 no Brasil, surpreendendo astrônomos e entusiastas do céu.
Um evento astronômico impressionante ocorreu em 19 de janeiro de 2026, quando uma aurora foi capturada em Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul. O fenômeno, que normalmente se limita às regiões mais próximas do Círculo Polar Ártico e da Antártida, surpreendeu muitos, pois auroras nessa latitude são extremamente raras. A intensidade da tempestade geomagnética que atingiu a Terra naquele dia permitiu que o brilho etéreo se tornasse visível muito mais ao sul do que o habitual.
Contexto sobre Auroras e Tempestades Geomagnéticas
Auroras são causadas pela interação entre o vento solar — um fluxo de partículas carregadas emitidas pelo sol — e a magnetosfera da Terra. As partículas solares colidem com os gases da atmosfera terrestre, resultando em uma exibição de luzes coloridas no céu. Geralmente, essas luzes são vistas em regiões polares, onde o campo magnético da Terra é mais forte e capaz de direcionar as partículas solares para as altitudes mais baixas. A ocorrência de auroras em latitudes baixas, como a do Brasil, requer condições excepcionais, como uma tempestade geomagnética intensa.
No caso de 19 de janeiro, o sol estava em uma fase de maior atividade, o que indicava que a ocorrência de tempestades geomagnéticas poderia ser prevista. O fotógrafo Egon Filter, que estava ciente das previsões, se posicionou em Cambará do Sul para capturar esse fenômeno pouco comum. O resultado foi uma aurora com um brilho vermelho e roxo, imortalizada em várias fotografias.
Detalhes do Acontecimento
Enquanto muitos esperavam que o evento fosse apenas uma curiosidade, a imagem capturada por Filter revelou uma impressionante exibição de um fenômeno que poucos brasileiros tiveram a oportunidade de testemunhar. Em sua captura, ele descreveu a emoção que sentiu ao ver o glow (brilho) se manifestar no céu. Em poucos minutos, a aurora se dissipou, mas não antes de ser registrada por ele, tornando-se um testemunho visual do que pode ser visto quando as condições atmosféricas e solares se alinham favoravelmente.
O evento ocorreu dentro da Anomalia do Atlântico Sul, uma região onde o campo magnético da Terra é mais fraco. Normalmente, essa fraqueza do campo magnético resulta em uma atividade auroral reduzida. No entanto, a intensidade da tempestade geomagnética permitiu a manifestação de um fenômeno que, segundo especialistas, poderia ser classificado como uma aurora difusa e não um arco auroral estável, que são mais comuns em horizontes mais baixos.
O Futuro e as Implicações do Fenômeno
A observação de auroras em latitudes baixas, como no Brasil, pode se tornar mais comum à medida que o sol entra em ciclos de maior atividade. Especialistas, como a física solar Tamitha Skov, afirmam que o comportamento do sol está se aproximando de um padrão mais ativo, e eventos como este são esperados com mais frequência. Isso sugere que o público deve estar mais atento a previsões sobre tempestades solares que podem resultar em auroras visíveis em regiões inesperadas.
Conclusão
O fenômeno observado em janeiro de 2026 não apenas encantou os moradores de Cambará do Sul, mas também trouxe à tona a importância da conscientização sobre a atividade solar e suas consequências na Terra. Eventos astronômicos, como a aurora capturada por Egon Filter, nos lembram da beleza e complexidade do nosso universo, incentivando tanto a pesquisa científica quanto a apreciação estética do céu noturno.
Fonte: www.space.com