Quebras de sigilo do Banco Master serão votadas pela CPMI do INSS

Investigação busca esclarecer fraudes em crédito consignado a aposentados

A CPMI que investiga fraudes no INSS votará quebras de sigilo do Banco Master.

A CPMI que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) realizará uma votação significativa nesta quinta-feira, com a inclusão de pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal do Banco Master. O encontro está agendado para as 9h e deverá abordar várias questões que envolvem a concessão de crédito consignado.

Contexto da Investigação

Os requerimentos de quebra de sigilo foram apresentados por membros do partido Novo, liderados pelo senador Eduardo Girão. As quebras de sigilo têm como objetivo obter informações detalhadas sobre contas e bens do Banco Master, um passo importante para esclarecer irregularidades na concessão de empréstimos consignados a aposentados e pensionistas. Esta investigação é crucial, considerando que mais de 250 mil contratos associados ao banco levantam suspeitas de fraudes, incluindo contratações realizadas sem o consentimento dos beneficiários.

Detalhes dos Pedidos

Além dos pedidos de quebra de sigilo, a comissão também analisará um requerimento da deputada Coronel Fernanda, que solicita à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) dados sobre voos relacionados à empresa Viking Participações Ltda., ligada ao empresário Daniel Vorcaro. Isso visa apurar possíveis conexões entre o Banco Master e desvios de recursos no contexto de crédito consignado. Também estarão em pauta requerimentos que buscam prisão preventiva de indivíduos envolvidos, como o ex-ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira, devido a riscos de interferência nas investigações.

Impacto e Consequências

Os pedidos de prisão preventiva incluem ações contra um grupo de suspeitos nomeados como “golden boys”, que estariam responsáveis por prejuízos que ultrapassam R$ 714 milhões aos beneficiários do INSS. A CPMI também irá ouvir hoje o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, que deve prestar esclarecimentos sobre a situação dos contratos sob investigação e as medidas implementadas para combater fraudes. A decisão de adiar o depoimento de Daniel Vorcaro para o dia 26 de fevereiro foi tomada após reuniões com o STF, refletindo a complexidade do caso.

Conclusão

A reunião da CPMI desta quinta-feira é um marco no processo de investigação e pode trazer à tona informações cruciais sobre o funcionamento do Banco Master e suas práticas de crédito. Os desdobramentos das quebras de sigilo e das prisões solicitadas poderão impactar significativamente a confiança dos aposentados e pensionistas no sistema de crédito consignado e na administração do INSS.

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