A primeira-dama Rosângela Silva, popularmente chamada de Janja, estará em Teresina, capital do Piauí, para participar da cerimônia de apresentação do Pacto Brasil contra o feminicídio no estado. Essa agenda faz parte de uma estratégia mais abrangente do Partido dos Trabalhadores (PT) para aumentar o apoio entre o eleitorado feminino.
Durante o programa Ao Bastidores CNN, a analista de política Larissa Rodrigues revelou que um entendimento interno do Palácio do Planalto aponta dificuldades de Flávio em conquistar o eleitorado feminino, conforme mostram as últimas pesquisas de intenção de voto. Nesse contexto, o Planalto avalia que há espaço para que o presidente Lula amplie sua vantagem, uma vez que já é o candidato mais votado entre as mulheres.
Dois temas que têm relevância particular para o público feminino estão sendo destacados nessa estratégia: o feminicídio e o papel público de Janja. A crescente incidência de mortes de mulheres em razão de seu gênero é abordada frequentemente, e a participação de Janja em eventos relacionados reforça o compromisso do governo com essa causa.
A atuação de Janja, que foi debatida durante a campanha de 2022, promete ser um ponto central novamente nas discussões para 2026. Larissa apontou que há um esforço para dar mais voz à primeira-dama, algo que ela mesma tem reivindicado. No entanto, também surgem questionamentos sobre os limites de sua atuação como primeira-dama e se sua presença pode realmente impactar esse segmento do eleitorado.
A visita de Janja ao Piauí se insere em um contexto mais amplo. Em 25 de junho, ela já havia estado no Ceará, abordando a mesma pauta relacionada ao feminicídio, e agora, em julho, repete essa ação em Teresina. Essa iniciativa surge em um cenário em que, apesar da redução geral dos homicídios no Brasil, os casos de feminicídio têm mostrado um aumento, tornando essa questão uma das mais relevantes na atualidade política.