O filme O Espetacular Homem-Aranha 2, dirigido por Marc Webb e lançado em 2014, é frequentemente analisado como um exemplo de blockbuster que, apesar de apresentar elementos notáveis, falhou em equilibrar suas qualidades com falhas significativas. A relação entre Peter Parker e Gwen Stacy, interpretados por Andrew Garfield e Emma Stone, foi amplamente elogiada, enquanto a estrutura narrativa, que introduziu três vilões, recebeu críticas negativas de diversos analistas do gênero. Embora o filme tenha arrecadado 709 milhões de dólares, as avaliações no Rotten Tomatoes, que ficaram em 52%, levaram a Sony a reavaliar sua parceria com a Marvel Studios, resultando na integração do personagem ao universo cinematográfico da Marvel (MCU).
A química entre Garfield e Stone, que namoraram na vida real durante as filmagens, proporcionou uma dinâmica de relacionamento que se destacou em comparação com as versões anteriores do Homem-Aranha. As interações entre Peter e Gwen foram marcadas por diálogos que pareciam espontâneos, momentos de ternura autêntica e um humor compartilhado que se tornou o aspecto mais memorável da franquia The Amazing.
A atuação de Andrew Garfield como Peter Parker se destacou mais em cenas íntimas e cômicas do que nas sequências de ação. O ator trouxe uma leveza e uma profundidade ao personagem que o diferenciavam tanto da interpretação de Tobey Maguire quanto da versão de Tom Holland que viria a seguir. Por outro lado, Jamie Foxx, que interpretou Max Dillon e posteriormente se tornou o vilão Electro, teve sua trajetória marcada por um desenvolvimento insatisfatório. O roteiro não ofereceu ao personagem motivações compreensíveis, resultando em um antagonista que não conseguia rivalizar com a presença de Peter Parker.
A franquia The Amazing, que contava com projetos futuros, foi abruptamente interrompida por decisões corporativas, o que a torna um objeto de curiosidade para os fãs. A morte de Gwen Stacy, uma escolha narrativa controversa, eliminou uma personagem com a qual o público havia se envolvido, tornando o terceiro ato do filme emocionalmente impactante, mesmo diante das falhas presentes nos atos anteriores. Essa decisão, somada à recepção crítica mista, encerrou a trajetória do Homem-Aranha de Garfield de forma abrupta e deixou um legado de especulações sobre o que a trilogia planejada poderia ter alcançado.