Produção de veículos no Brasil enfrenta queda significativa em janeiro

REUTERS/Chris Helgren

Desempenho do setor automotivo mostra desafios em 2026

A produção de veículos no Brasil caiu 12% em janeiro de 2026 em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo a Anfavea.

A produção de veículos no Brasil enfrentou uma queda de 12% em janeiro de 2026 em comparação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando apenas 159,6 mil unidades, que incluem carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. O relatório divulgado pela Anfavea, entidade que representa o setor automotivo, também revelou que, em relação a dezembro de 2025, houve uma queda ainda maior de 13,5% na produção das montadoras.

O cenário atual da indústria automotiva

A Anfavea havia projetado, no mês anterior, um crescimento de 3,7% na produção de veículos para o ano de 2026. Se essas previsões se concretizarem, o Brasil poderá terminar o ano com um total de 2,74 milhões de veículos produzidos. No entanto, o desempenho de janeiro levanta questionamentos sobre a capacidade do setor em recuperar-se das dificuldades enfrentadas nos últimos anos, como a escassez de componentes e os altos custos de produção.

Vendas e exportações sob pressão

Além da produção, as vendas também mostraram um desempenho fraco, com uma queda de 0,4% em relação a janeiro de 2025. No total, foram vendidos 170,5 mil veículos, o que representa uma diminuição significativa de 39% em relação ao volume de dezembro de 2025. Esta queda é frequentemente observada em janeiro, dado que muitos consumidores enfrentam despesas elevadas após as festividades de fim de ano.

Por outro lado, as exportações apresentaram um comportamento misto. Foram embarcados 25,9 mil veículos, o que representa uma queda de 18,3% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. No entanto, em relação a dezembro, os embarques aumentaram em 38,3%, indicando uma recuperação pontual que pode ajudar a suavizar a queda geral nas vendas.

Perspectivas de emprego e futuro do setor

O relatório da Anfavea também indica um leve aumento no emprego, com a criação de 223 novas vagas em janeiro, o que eleva o total de empregos diretos nas montadoras para 109,9 mil. Esse aumento, mesmo que modestamente, é um sinal positivo em um setor que tem enfrentado desafios constantes.

A queda na produção e vendas destaca a necessidade de o setor automotivo brasileiro encontrar soluções inovadoras e sustentáveis para enfrentar os desafios futuros. Com as projeções de crescimento ainda em pauta, a atenção se volta para como as montadoras irão se adaptar às novas demandas do mercado e quais estratégias adotarão para garantir sua recuperação e crescimento nos próximos meses.

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