Felino passa por exames e é solto em área de proteção ambiental.
Onça-parda é resgatada e, após exames, retorna à natureza em Maringá.
A recente soltura de uma onça-parda (Puma concolor) em uma área de proteção ambiental na região de Maringá marca um importante capítulo na preservação da fauna silvestre no Paraná. O resgate, realizado após a captura do felino em uma residência local, destaca não apenas a necessidade de intervenções em situações de conflito entre humanos e animais, mas também a eficiência dos órgãos responsáveis pela proteção da vida selvagem.
Contexto sobre a onça-parda
O Puma concolor, conhecido popularmente como onça-parda, é um felino nativo que habita diversas regiões da América do Sul, incluindo o Brasil. Adaptável, este animal pode ser encontrado em ambientes variados, desde florestas densas até áreas de campo aberto. Seu papel ecológico é fundamental, atuando como predador de topo em sua cadeia alimentar. A espécie é conhecida por ser solitária e territorial, comportamentos que refletem sua necessidade de espaço para caça e reprodução.
Infelizmente, a expansão urbana e as atividades humanas têm levado a onças-pardas a se aproximarem de áreas habitadas, resultando em conflitos. Nesses casos, o resgate se torna uma solução necessária para evitar acidentes e garantir a segurança tanto dos animais quanto das pessoas.
Detalhes do resgate e soltura
A onça-parda resgatada foi localizada em uma residência em Maringá no dia 3 de janeiro de 2026. Após a captura, o animal foi levado ao Centro de Atendimento à Fauna Silvestre (CAFS) do Centro Universitário Filadélfia (Unifil) em Londrina, onde passou por uma série de exames. Os veterinários constataram que a fêmea, com aproximadamente 18 meses de idade e pesando cerca de 28 quilos, estava em boas condições de saúde, sem qualquer complicação que pudesse impedir seu retorno à natureza.
A soltura ocorreu no dia 5 de janeiro, com a presença de técnicos da Unifil e oficiais do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA). O médico veterinário Pedro Chaves de Camargo, do Instituto Água e Terra (IAT), ressaltou a importância da rapidez na soltura para garantir a adaptação do animal ao seu habitat natural.
A importância da preservação
A soltura da onça-parda em um ambiente controlado e monitorado pelo IAT é um exemplo da estratégia adotada para proteger a fauna silvestre. O Instituto Água e Terra possui protocolos rigorosos para o atendimento e reabilitação de animais silvestres, seguindo a Instrução Normativa 06 de 2025. Esse protocolo assegura que os animais recebam o tratamento e acompanhamento necessários antes de retornarem ao seu habitat.
Além disso, a conscientização sobre a proteção da fauna é essencial. O Estado do Paraná vem intensificando esforços para preservar a biodiversidade, especialmente em épocas como o verão, quando a interação entre humanos e animais silvestres tende a aumentar. O público é encorajado a reportar avistamentos de animais feridos ou em situação de risco, contribuindo assim para a proteção da fauna local.
Conclusão
A recente experiência da onça-parda em Maringá é um lembrete valioso da necessidade de um equilíbrio entre a preservação da vida selvagem e a convivência harmoniosa com os seres humanos. À medida que o desenvolvimento urbano avança, é crucial que continuemos a promover ações que integrem a conservação ambiental e a educação da população, garantindo assim um futuro sustentável para nossas espécies nativas.
Fonte: www.parana.pr.gov.br
Fonte: IAT – Soltura onça