Wagner Moura critica Bolsonaro no exterior: “É fã da ditadura”

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Ator discute censura e impacto do governo Bolsonaro em seu trabalho.

Wagner Moura fala sobre os efeitos da censura durante o governo Bolsonaro, mencionando o boicote ao seu filme Marighella.

Wagner Moura voltou a discutir os impactos que sofreu durante o governo Jair Bolsonaro, enfatizando a censura e as dificuldades enfrentadas na produção e lançamento de seu filme Marighella. Em entrevista ao podcast norte-americano Happy Sad Confused, Moura descreveu o governo Bolsonaro como um “governo fascista”, destacando que o filme foi boicotado e só conseguiu estrear no Brasil dois anos após sua exibição no Festival de Berlim.

Contexto histórico da censura no Brasil

A censura no Brasil, especialmente durante o regime militar de 1964 a 1985, é um capítulo sombrio da história do país. Artistas e intelectuais eram frequentemente perseguidos, e qualquer forma de expressão artística que fosse considerada subversiva era reprimida. Nos anos recentes, a retórica de censura voltou a ganhar força, particularmente sob governos com tendências autoritárias, onde a arte é vista como uma ameaça ao poder estabelecido. O governo Bolsonaro, em particular, tem sido criticado por sua postura em relação à cultura e à liberdade de expressão, levando muitos artistas a se pronunciarem sobre a necessidade de resistência e liberdade criativa.

Detalhes sobre a produção de Marighella

Moura explicou que, apesar de não ter havido uma censura explícita ao seu filme, o que ocorreu foi um bloqueio institucional que dificultou o lançamento. “Ele encontrou um jeito de censurar meu filme, mas não foi como na ditadura. Foi uma censura cínica”, afirmou, detalhando que o filme enfrentou obstáculos burocráticos que o impediam de ser exibido nas salas de cinema brasileiras. Após estrear em festivais internacionais, a obra só foi lançada no Brasil em 2021, após a saída de Bolsonaro do poder.

O futuro da liberdade artística no Brasil

A situação descrita por Wagner Moura levanta questões sobre o futuro da liberdade artística no Brasil e os desafios que criadores enfrentam em contextos políticos adversos. Governos autoritários frequentemente veem a produção artística como uma forma de contestação, o que leva à repressão de vozes críticas. Moura destaca que a arte pode ter um impacto mais profundo do que críticas diretas nas redes sociais, especialmente quando retrata figuras históricas como Carlos Marighella, que representa a resistência contra a opressão.

Conclusão

A crítica de Wagner Moura ao governo Bolsonaro reflete uma preocupação mais ampla com a liberdade de expressão e as dificuldades enfrentadas por artistas no Brasil contemporâneo. À medida que a comunidade artística se mobiliza para enfrentar esses desafios, é crucial que a sociedade civil e as instituições de cultura promovam um ambiente onde a criatividade e a expressão possam prosperar, sem medo de retaliação.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Divulgação

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