Banco faz ajustes e apresenta novos papéis recomendados.
O BTG Pactual atualizou sua carteira recomendada para fevereiro de 2026, incluindo a Prio (PRIO3) e realizando mudanças em outros papéis.
O BTG Pactual divulgou sua nova carteira recomendada de ações para fevereiro de 2026, trazendo importantes mudanças para investidores atentos às novas oportunidades. Entre as principais alterações, destaca-se a inclusão da Prio (PRIO3), que substitui a Embraer (EMBJ3). O banco acredita que a Prio está posicionada para acelerar seu crescimento, especialmente com a iminente produção de petróleo no campo de Wahoo, prevista para iniciar entre março e abril de 2026, com uma estimativa de produção inicial de cerca de quarenta mil barris por dia.
Análise do Setor de Petróleo
A decisão do BTG em incluir a Prio reflete a expectativa de um ambiente mais favorável para o setor de petróleo, beneficiado por uma série de catalisadores que prometem elevar o desempenho das ações. Além disso, a companhia está implementando uma nova fase de otimização de custos no ativo Peregrino, com uma expectativa de economia anual de aproximadamente US$ 300 milhões. Esse movimento é fundamental para fortalecer a estrutura financeira da empresa, especialmente em um cenário de crescente pressão por eficiência.
Outro ponto relevante é a promessa da administração da Prio de formalizar uma política de dividendos no primeiro semestre de 2026, o que pode aumentar o retorno total ao acionista em um período em que o fluxo de caixa livre tende a melhorar.
Mudanças no Setor de Serviços Básicos
No setor de serviços básicos, o BTG optou por manter a exposição em 20%, mas ajustou o peso das geradoras, trocando a Equatorial pela Axia (AXIA3). Essa mudança foi realizada com a perspectiva de que a Axia se tornará a principal beneficiária do atual cenário de preços elevados da energia. O banco também optou por remover a Rede D’Or (RDOR3) após um desempenho sólido.
Para manter um portfólio diversificado e focado em qualidade, o BTG aumentou o peso da Localiza (RENT3) de 10% para 15%, o que demonstra um foco estratégico em empresas com sólida geração de caixa a longo prazo.
Novidades no Setor Financeiro e Imobiliário
Entre as adições mais notáveis, está a Stone (STOC34), que entrou na carteira com um peso de 5%. A ação foi considerada atraente pelo BTG, com múltiplo de P/L de 6,5x e um dividend yield estimado de até 25%, impulsionado pela venda de ativos da Linx. No setor imobiliário, a Cyrela (CYRE3) foi retirada da carteira após um bom desempenho, sendo substituída pela Allos (ALOS3), que oferece um dividend yield estimado em 11% e negocia a 10x P/FFO para 2026.
A rede de farmácias Raia também foi incluída na carteira, completando assim o portfólio de ações recomendadas pelo BTG para este mês.
Em suma, a atualização da carteira do BTG Pactual para fevereiro de 2026 reflete uma estratégia focada em identificar e capitalizar oportunidades em setores que apresentam crescimento robusto, ao mesmo tempo em que promove uma gestão de risco eficaz através da diversificação. As mudanças sugerem um otimismo cauteloso, amparado por análises detalhadas sobre o desempenho de cada papel, com o objetivo de maximizar o retorno aos investidores.
Fonte: www.moneytimes.com.br