Missel russo invade espaço aéreo polonês e gera alerta de segurança

Na madrugada desta quinta-feira (30), um míssil de cruzeiro russo cruzou o espaço aéreo da Polônia, um país membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). A informação foi divulgada pelo ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, após autoridades polonesas encontrarem destroços e uma cratera em um campo, decorrente de relatos de uma explosão.

A Polônia, em resposta à situação, enviou caças para intensificar a segurança do seu espaço aéreo. Isso ocorre após ataques aéreos da Rússia que resultaram na morte de pelo menos oito pessoas na Ucrânia, incluindo uma na capital, Kiev, e outros em Lviv, no oeste do país.

Sybiha mencionou que um míssil de cruzeiro Kh-101 da Rússia violou o espaço aéreo polonês como parte de um ataque maciço contra a Ucrânia. No entanto, as autoridades polonesas ainda não confirmaram oficialmente a natureza do objeto, informando que investigações estão em andamento. A embaixada da Rússia em Varsóvia não se manifestou sobre o assunto até o momento.

O comando operacional das Forças Armadas da Polônia relatou que um objeto não identificado se movia em direção ao oeste no espaço aéreo polonês. O objeto desapareceu dos radares logo após ser detectado, às 3h40, horário local. Um helicóptero Mi-24 foi enviado para verificar a última localização do objeto e confirmou um provável local de queda em uma área não urbanizada perto da vila de Tarnawa-Kolonia, na província de Lublin.

A cratera resultante da queda do objeto tem cerca de 10 metros de diâmetro, segundo informações do Ministério do Interior. A cratera foi localizada em uma área agrícola, situada a aproximadamente 2 km de residências. A polícia da região de Lublin recebeu um chamado a respeito de um forte estrondo no condado de Biłgoraj, entre as aldeias de Tarnawa Kolonia e Biskupice.

O conflito entre Rússia e Ucrânia continua a se intensificar, com a Ucrânia realizando ataques cada vez mais frequentes dentro do território russo, com o objetivo de desmantelar a infraestrutura militar russa. Por sua vez, o governo de Vladimir Putin tem intensificado os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones. Embora ambos os lados afirmem não ter como alvo civis, os dados indicam que milhares de pessoas, principalmente ucranianos, já perderam a vida no conflito, além de um número significativo de soldados.

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