Michael Bay processa Cadillac em US$ 1,5 milhão por comercial

by Julia Beverly/Getty Images

Diretor alega que ideia foi roubada durante produção apressada.

Michael Bay processa Cadillac, alegando que suas ideias foram roubadas durante a produção de um comercial para o Super Bowl.

Michael Bay, renomado diretor de filmes de ação, está processando a Cadillac em um valor de US$ 1,5 milhão. A ação judicial alega que a montadora roubou suas ideias para um comercial do Super Bowl que promovia sua nova equipe de Fórmula 1. Bay afirma que foi pessoalmente contatado por Dan Towriss, CEO da Cadillac F1, em 28 de novembro de 2025, que o contratou para trazer sua visão criativa ao projeto.

A origem do conflito

Bay, conhecido por sucessos como “Armageddon” e “Transformers”, diz que interrompeu outros projetos para se concentrar na produção do comercial, que deveria ser apresentado na grande vitrine do Super Bowl LX, marcada para 8 de fevereiro de 2026. Segundo a denúncia, a produção estava em andamento e Bay e sua equipe investiram centenas de horas de trabalho. No entanto, ao meio do processo, Towriss decidiu seguir em outra direção, o que teria levado ao que Bay descreve como uma “armadilha”.

A ação judicial alega que a Cadillac apropriou-se de ideias e criações de Bay, sem devido pagamento. O diretor menciona que sempre teve um relacionamento de longo prazo com a General Motors, especialmente na criação do design do carro Bumblebee, da franquia Transformers. Bay expressou preocupação quanto ao envolvimento de uma agência terceirizada que, segundo ele, costuma aproveitar-se de ideias de profissionais mais estabelecidos para repassá-las a diretores mais baratos.

O desenrolar dos eventos

O processo de Bay inclui um detalhamento da proposta que recebeu. Na busca por um “narrador lendário” para o projeto, Towriss ofereceu um cronograma extremamente apertado, exigindo que o trabalho fosse finalizado até 2 de fevereiro. Bay, ciente do impacto financeiro que um comercial do Super Bowl poderia ter, almejava um orçamento de pelo menos US$ 3 milhões.

O diretor relatou que, após reuniões iniciais, trabalhou incansavelmente, até realizando noites em claro para preparar apresentações e ideias. Ele compartilhou clipes de seus filmes anteriores para ajudar a moldar a visão do comercial. O desfecho da situação foi abrupto quando Towriss, em uma mensagem de texto, anunciou que a Cadillac optou por outra abordagem.

Consequências e implicações

Esta disputa legal não é apenas uma questão de dinheiro, mas um ponto de inflexão para a proteção das ideias criativas na indústria do entretenimento. Bay, em sua queixa, destaca que a Cadillac não apenas violou acordos contratuais, mas também comprometeu uma colaboração que poderia ser benéfica para ambas as partes. A ação inclui alegações de quebra de contrato verbal e fraude, com Bay exigindo compensação por danos.

Bay argumenta que a Cadillac utilizou materiais e conceitos que ele havia proposto, o que reforça a seriedade das alegações. A resolução deste caso poderá influenciar a forma como as interações entre criadores e corporações são administradas no futuro, destacando a necessidade de proteger as contribuições de artistas em projetos publicitários de grande escala.

Conclusão

A disputa de Michael Bay com a Cadillac é um reflexo das complexidades e desafios que permeiam o mundo da publicidade e do cinema. Enquanto os tribunais começam a se envolver, a indústria observa atentamente, pois o resultado poderá ter implicações significativas para a proteção das ideias criativas e para a dinâmica entre diretores e empresas que buscam promover suas marcas.

Fonte: www.rollingstone.com

Fonte: by Julia Beverly/Getty Images

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