Executivos da OpenAI tentam acalmar críticas sobre parcerias e rivalidades

CNBC

Sam Altman e equipe enfrentam desafios antes do Super Bowl.

Em meio a críticas crescentes, Sam Altman e a equipe da OpenAI tentam reverter preocupações em relação a parcerias e rivalidades.

A recente semana foi marcada por uma série de declarações e defesas por parte de Sam Altman, CEO da OpenAI, e sua equipe, à medida que a empresa lida com um aumento nas críticas relacionadas a suas parcerias e concorrências no setor de inteligência artificial. A OpenAI, que se tornou uma das entidades comerciais que mais cresce globalmente desde o lançamento do ChatGPT em 2022, está sob uma intensa pressão após compromissos financeiros que superam US$ 1,4 trilhão, incluindo uma parceria de US$ 100 bilhões com a Nvidia.

A pressão crescente sobre a OpenAI

As preocupações relativas à parceria com a Nvidia começaram a ganhar destaque após um relatório do Wall Street Journal que indicava que o acordo estaria “em pausa”. Em resposta a isso, Altman procurou esclarecer sua posição em uma publicação na rede social X, afirmando que a OpenAI aprecia a colaboração e que a Nvidia é vista como um parceiro fundamental, em vez de uma simples relação de fornecedor.

Após especulações de descontentamento com algumas das tecnologias da Nvidia, Altman reiterou: “Amamos trabalhar com a NVIDIA e eles produzem os melhores chips de IA do mundo. Esperamos ser um cliente muito grande por um longo tempo”. Além disso, Sachin Katti, ex-CTO da Intel, que se juntou à OpenAI, reforçou a importância da colaboração contínua entre as duas empresas.

Conflitos legais e rivalidades

Além das questões de parceria, Altman também se viu em meio a um litígio com Elon Musk, cofundador da OpenAI que se afastou da empresa em 2018. Musk processou a OpenAI no ano seguinte por alegações de quebra de contrato e danos financeiros. Altman, em tom irônico, expressou empolgação com a perspectiva de interrogar Musk sob juramento no próximo abril, enfatizando que a campanha legal é uma forma de assédio.

Musk, por sua vez, também processou a OpenAI e a Apple, alegando um esquema anticompetitivo. A situação se intensificou quando o diretor de estratégia da OpenAI, Jason Kwon, chamou o processo de “frívolo”, destacando a falta de substância nas alegações de Musk. Essas disputas não só chamam a atenção da mídia, mas também levantam questões sobre a dinâmica dentro da indústria de IA.

A competição com a Anthropic

Enquanto isso, a rival Anthropic anunciou um novo comercial que critica a decisão da OpenAI de começar a veicular anúncios dentro do ChatGPT. A Anthropic, ao contrário, pretende manter seu chatbot Claude livre de anúncios, uma decisão que será promovida em uma campanha publicitária no Super Bowl. Altman e a diretora de marketing da OpenAI, Kate Rouch, responderam às críticas, chamando-as de enganosas e destacando a diferença entre as abordagens das duas empresas.

Ambos os executivos ressaltaram que a OpenAI possui uma base de usuários muito maior do que a Anthropic, indicando que suas empresas enfrentam desafios distintos. Altman, ao discutir a rivalidade, descreveu-a como um “espetáculo”, sugerindo que a atenção da mídia e a competição estão criando um ambiente dinâmico, mas desafiador, para a OpenAI.

A OpenAI, enquanto navega por essas águas turbulentas, continua a se afirmar como uma força dominante no setor de inteligência artificial, mas a pressão da concorrência e as críticas externas indicam que os próximos meses serão cruciais para sua estratégia e imagem pública.

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