Motiva finaliza participação em leilões rodoviários e foca em projetos futuros

A Motiva, anteriormente conhecida como CCR, anunciou o encerramento de seu ciclo de participação nos leilões rodoviários em um comunicado realizado nesta quarta-feira (30) durante uma teleconferência com investidores. A decisão ocorre após a empresa ter conquistado a concessão da Fernão Dias (BR-381/MG) e perdido a disputa pela Régis Bittencourt. Neste momento, a companhia opta por direcionar seus esforços para projetos de médio e longo prazo, além de potenciais otimizações contratuais.

Miguel Setas, CEO da Motiva, expressou otimismo em relação ao pipeline de concessões rodoviárias apresentado pelo governo federal, mas ressaltou que os projetos que estão previstos para o curto prazo possuem características distintas das oportunidades que a empresa analisou anteriormente.

Rodrigo Araújo, CFO da Motiva, complementou que novas otimizações contratuais podem ser viáveis no futuro, embora essas oportunidades demandem um horizonte mais amplo para serem aproveitadas. Setas, ao discutir o leilão da Régis Bittencourt, que foi vencido pela EPR com um deságio de quase 23% sobre a tarifa de pedágio, mencionou que a Motiva esperava um desconto menor do que o que foi aplicado na concessão da Fernão Dias, que foi de 17%.

Um dos fatores que influenciaram a decisão de não apresentar um deságio maior no leilão da Régis Bittencourt foi que os estudos internos da empresa indicaram que essa concessão teria um retorno ajustado ao risco inferior ao da Fernão Dias. Além disso, a Motiva possui um conhecimento aprofundado sobre o ativo, com funcionários que já trabalharam na rodovia, o que ajudou na avaliação do risco envolvido na concessão.

Durante a teleconferência, Araújo também destacou que a empresa está buscando alternativas para estender o prazo de sua permanência na concessão da Fernão Dias. O projeto atual tem duração de 15 anos, resultado de uma otimização contratual da antiga concessão que era gerida pela Arteris. Nos leilões de otimização contratual, o governo federal apresenta ao mercado um contrato previamente ajustado com a concessionária atual da rodovia, e o vencedor assume a administração do ativo até o fim do prazo original estabelecido.

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