Aumento alarmante de casos reforça a necessidade de prevenção e diagnóstico precoce
Cerca de 2,9 mil casos de amputação do pênis foram registrados no Brasil devido ao câncer de pênis entre 2021 e 2025.
A alarmante estatística de que mais de 2,9 mil homens sofreram amputações do pênis no Brasil entre 2021 e 2025 devido ao câncer de pênis destaca um problema de saúde pública que, embora considerado raro, tem consequências devastadoras para os afetados. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 2,3 mil mortes ocorreram nesse período devido a complicações da doença, sublinhando a urgência de programas de prevenção e conscientização sobre o câncer de pênis.
O Contexto do Câncer de Pênis
Historicamente, o câncer de pênis é um tipo de tumor que, embora raro em comparação com outros tipos de câncer, apresenta uma taxa de mortalidade significativa quando não tratado precocemente. A doença é fortemente associada a fatores que podem ser prevenidos. A falta de higiene adequada na região íntima e a infecção pelo papilomavírus humano (HPV) são os principais fatores de risco. Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia sugere que a maioria dos casos de câncer de pênis poderia ser evitada com cuidados simples de higiene e vacinação.
O HPV, que é uma infecção sexualmente transmissível, pode levar ao desenvolvimento de lesões que, se não tratadas, podem evoluir para câncer. Portanto, a vacinação contra o HPV, que é fornecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para grupos de risco, é um passo crucial na prevenção.
Detalhes dos Casos e Medidas Preventivas
Os especialistas apontam que muitos homens não estão cientes da necessidade de cuidados diários com a higiene do pênis, especialmente aqueles que possuem prepúcio. Os urologistas recomendam que esses homens retirem o prepúcio ao higienizar a região, uma prática que deve ser feita diariamente, inclusive após relações sexuais. Além disso, há outras medidas preventivas que podem ser adotadas:
Higienização diária: Lavar o pênis com água e sabão, retraindo o prepúcio para evitar o acúmulo de secreções;
Vacinação contra o HPV: Disponível gratuitamente para públicos específicos pelo SUS;
Postectomia: Em casos onde o excesso de pele dificulta a limpeza;
Uso de preservativos: Para reduzir o risco de infecções sexualmente transmissíveis.
Essas práticas são fundamentais para minimizar o risco de câncer, que, embora mais frequente em homens entre 50 e 70 anos, pode surgir em qualquer idade. Por isso, a atenção a sinais de alerta, como feridas que não cicatrizam e secreções com odor, é essencial.
O Futuro do Diagnóstico e Tratamento
A detecção precoce do câncer de pênis é crucial para evitar amputações desnecessárias. Quando a doença é identificada em seus estágios iniciais, o tratamento pode ser menos agressivo e preservar o órgão. Urologistas enfatizam a importância de buscar atendimento médico ao notar alterações, já que o tratamento inicial normalmente envolve a remoção apenas da lesão, ao invés de procedimentos cirúrgicos extensivos.
Outro aspecto relevante é a promoção do autoexame, que deve ser uma prática comum entre homens. A inspeção visual da região íntima, especialmente com a retração do prepúcio, pode facilitar a identificação de anomalias e a busca por avaliação médica adequada.
Conclusão
Apesar de ser uma condição rara, o câncer de pênis tem um impacto significativo na vida de quem é afetado. A disseminação de informações sobre a doença, sua prevenção e a importância do diagnóstico precoce são as ferramentas mais eficazes para reduzir a incidência de casos graves e evitar intervenções cirúrgicas mutiladoras. A conscientização é o primeiro passo para promover um futuro mais saudável para a população masculina.
Fonte: baccinoticias.com.br