Juliana Mattos de Lima Santiago, uma vida dedicada ao ensino e à justiça
A professora Juliana Santiago, morta por um aluno, teve uma trajetória de dedicação ao ensino e à justiça.
A tragédia que envolveu a professora Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, abalou a comunidade acadêmica de Porto Velho, Rondônia, após ela ser brutalmente assassinada por um aluno em plena sala de aula. A cena de um ambiente educacional, que deveria ser seguro, transformou-se em um espaço de luto e incredulidade, refletindo a fragilidade da vida e a urgência de discutir a segurança nas instituições de ensino.
O percurso de vida de Juliana Santiago
Juliana nasceu em uma família que valorizava a educação, tendo se mudado de Rio de Janeiro para Salvador, onde passou grande parte da infância e adolescência. Ela estudou no Colégio Antônio Vieira e se graduou em Direito pela Universidade Católica do Salvador (Ucsal). Sua trajetória acadêmica foi marcada por uma busca incessante por excelência, que a levou a se inscrever em diversos concursos públicos e buscar oportunidades profissionais na área jurídica.
Sua passagem pela Bahia foi significativa, onde participou de processos seletivos, sendo aprovada em seleções importantes como para a Defensoria Pública. Em 2016, manteve sua inscrição ativa na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA), reafirmando seu compromisso com a justiça. Após a aprovação em um concurso, Juliana se mudou para Rondônia, onde se estabeleceu como escrivã da Polícia Civil e professora de Direito Penal.
O assassinato que chocou a sociedade
O ataque ocorreu dentro do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), onde Juliana lecionava. Durante uma das aulas, um aluno, que estava regularmente matriculado, a esfaqueou em um ato de violência inexplicável. Imagens do momento mostram outros alunos imobilizando o agressor enquanto Juliana, ainda consciente, recebia auxílio. Sua internação em estado grave no Hospital João Paulo II não foi suficiente para salvá-la, e a comunidade acadêmica e seus amigos foram deixados em estado de choque.
As homenagens nas redes sociais destacaram Juliana como uma educadora dedicada, carinhosa e comprometida, refletindo sobre o legado que deixou. Amigos e ex-alunos expressaram sua dor e a impotência diante de um ato tão insensato que tirou a vida de alguém que se dedicou a formar novos cidadãos.
Consequências e reflexões sobre segurança nas escolas
O assassinato de Juliana Santiago levanta questões cruciais sobre a segurança nas instituições de ensino superior. O fato de que um aluno pode cometer tal ato dentro de um ambiente educacional seguro é alarmante e requer uma análise profunda sobre as políticas de segurança, suporte psicológico e prevenção de violência nas escolas. A comunidade acadêmica clama por mudanças e a necessidade de um ambiente mais seguro para professores e alunos.
As investigações estão em andamento e a Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do crime. A faculdade se comprometeu a colaborar com as autoridades na busca por respostas e na compreensão da motivação por trás do ato. O episódio não apenas destaca a vida de Juliana, mas também chama a atenção para a necessidade urgente de discutir e implementar medidas de segurança eficazes nas instituições educacionais.
Conclusão
A morte de Juliana Mattos de Lima Santiago é uma perda irreparável não apenas para seus amigos e familiares, mas para toda a sociedade. Seu legado como professora e defensora da justiça deve ser lembrado e honrado. Que essa tragédia sirva como um chamado à ação para garantir a segurança e o bem-estar de todos nos ambientes de ensino, promovendo um futuro onde a violência não tenha lugar.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: colorida de Juliana Mattos de Lima Santiago, morta aos 41 anos após ser atacada por um aluno dentro de uma faculdade particular em Porto Velho (RO