Análise das melhores opções de investimentos em fundos imobiliários
Confira as principais recomendações de fundos imobiliários para fevereiro de 2026.
Em fevereiro de 2026, o mercado de fundos imobiliários (FIIs) apresenta um cenário otimista com a predominância dos FIIs de tijolo nas recomendações de investimento. Esse fenômeno se dá em um contexto de expectativa para cortes na taxa de juros, programados para iniciar em março, o que pode favorecer essa classe de ativos.
Tendências no Mercado de Fundos Imobiliários
Os fundos imobiliários de tijolo são aqueles que investem diretamente em imóveis físicos, como shoppings, galpões logísticos e lajes corporativas, e, segundo levantamento do Money Times, lideram as preferências de 11 analistas financeiros. Essa escolha se fundamenta na capacidade desses fundos de oferecer retornos constantes em um cenário de juros em queda. As instituições, incluindo o BTG Pactual e o Daycoval, destacam a qualidade e a robustez desses ativos.
Três fundos se destacam em um ranking de recomendações: BTG Pactual Logística (BTLG11), XP Malls (XPML11) e Kinea Rendimentos (KNCR11), cada um deles com sete indicações. O BTLG11, que investe em galpões logísticos, foi elogiado pela Monte Bravo, que ressaltou a concentração do fundo em São Paulo, uma região com forte demanda por imóveis logísticos, e a possibilidade de modernização de seus ativos.
Análise dos Fundos Recomendados
O BTG Pactual Logística (BTLG11) é visto como uma excelente oportunidade de investimento devido à sua combinação de localização estratégica e potencial de valorização dos aluguéis. O fundo possui cerca de 90% de seu portfólio situado em um raio de 60 quilômetros da capital paulista, o que permite revisões de contratos de aluguel que são favoráveis ao fundo.
O XP Malls (XPML11), focado em shopping centers, também se destaca. O banco Daycoval o considera uma alternativa de qualidade dentro do segmento, enfatizando a diversificação do portfólio e a expectativa de um aumento no valor patrimonial, impulsionado pela redução no custo de capital com a queda da Selic.
Por sua vez, o Kinea Rendimentos (KNCR11), que é um fundo de papel, tem um portfólio diversificado com 83 Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), todos indexados ao CDI. Essa característica é vista como um ponto forte, principalmente em um ambiente onde a Selic ainda se mantém elevada.
Além dos três principais FIIs, foram mencionados outros ativos promissores, como o Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11), que também recebeu recomendações positivas, e fundos de logística como Bresco Logística (BRCO11) e VBI Logística (LVBI11). No setor de shoppings, HSI Malls (HSML11) foi citado como uma opção viável.
Impactos e Perspectivas Futuras
Com a perspectiva de cortes nas taxas de juros, o mercado de FIIs pode atrair um volume maior de investidores em busca de renda passiva e valorização de ativos. A redução nos juros historicamente impulsiona a demanda por imóveis, uma vez que os custos de financiamento diminuem, estimulando a compra e locação de propriedades. Isso, por sua vez, tende a beneficiar os fundos imobiliários, que já estão se destacando no atual cenário financeiro.
A combinação de um ambiente econômico em evolução e a diversificação das carteiras dos FIIs sugerem que, nos próximos meses, esses ativos poderão se tornar cada vez mais atrativos para os investidores que buscam rentabilidade em um cenário de juros em queda.
Conclusão
Os fundos imobiliários estão se consolidando como uma alternativa interessante para os investidores em fevereiro de 2026, especialmente os de tijolo, que estão na vanguarda das recomendações no mercado. Com a expectativa de cortes nas taxas de juros, os analistas permanecem otimistas quanto ao desempenho desses ativos, indicando um potencial de crescimento e valorização significativa.
Fonte: www.moneytimes.com.br