Crime ocorreu em um bar de sua propriedade na zona norte da capital amazonense
O professor Davi Said Aidar, referência em pesquisa sobre abelhas, foi assassinado em Manaus.
O assassinato do professor Davi Said Aidar, uma figura proeminente nas pesquisas sobre abelhas no Brasil, abalou a comunidade acadêmica e os amantes da biodiversidade. O crime ocorreu na noite de sexta-feira (6) em um bar de sua propriedade, localizado na rodovia AM-010, na zona norte de Manaus.
O impacto da pesquisa em abelhas no Brasil
Aidar era professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e dedicou sua vida acadêmica ao estudo das abelhas, com foco em entomologia e meliponicultura. Seu trabalho era fundamental para o entendimento da biodiversidade amazônica e para a promoção do manejo sustentável das espécies nativas. Além de coordenar projetos significativos, ele foi um mentor para muitos alunos e pesquisadores, deixando um legado importante na ciência brasileira.
Circunstâncias do crime
De acordo com as informações preliminares, dois homens encapuzados chegaram ao bar em uma motocicleta e dispararam contra Aidar antes de fugirem do local. Ele não sobreviveu aos ferimentos e foi declarado morto ainda no local. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) está à frente das investigações e busca identificar os responsáveis pela execução e o motivo por trás do crime, que permanece desconhecido até o momento.
Lamentações e repercussão
A Ufam emitiu uma nota oficial lamentando a morte do professor, ressaltando sua contribuição inestimável para a ciência e expressando solidariedade aos familiares, amigos e alunos. A perda de Aidar deixa um vazio significativo na área de pesquisa sobre abelhas, especialmente em um momento em que a preservação ambiental se torna cada vez mais urgente. Detalhes sobre o velório e o sepultamento ainda não foram divulgados.
Esse crime traz à tona não apenas a violência enfrentada em várias partes do Brasil, mas também a importância de se proteger aqueles que dedicam suas vidas ao avanço do conhecimento e à proteção do meio ambiente. A comunidade acadêmica e científica aguarda por respostas, na esperança de que a justiça seja feita.
Fonte: www.metropoles.com