Pressão aumenta sobre Trump enquanto primárias do GOP se intensificam

Senadores republicanos temem por futuro do partido nas eleições de meio de mandato

Líderes do GOP se preocupam com a neutralidade de Trump em disputas primárias.

Líderes senadores do Partido Republicano estão intensificando a pressão sobre o ex-presidente Donald Trump para que ele se posicione nas disputas primárias mais acirradas do partido, à medida que as eleições de meio de mandato se aproximam e a ansiedade cresce em torno da capacidade do GOP de manter o controle do Senado.

A Temida Neutralidade de Trump

A preocupação entre os líderes do GOP é palpável, principalmente em relação a estados críticos como Texas e Geórgia. A falta de apoio explícito de Trump em disputas primárias pode resultar em uma drenagem de recursos financeiros, que poderiam ser utilizados em batalhas eleitorais mais significativas. Com um cenário onde os democratas vislumbram uma oportunidade de conquistar quatro cadeiras para reverter a maioria, a necessidade de Trump se posicionar se torna crucial.

Enquanto isso, Trump tem feito escolhas controversas em outras primárias, como seu apoio a candidatos que desafiam incumbentes do GOP, criando tensões internas e aumentando a incerteza sobre o futuro do partido. O senador John Cornyn, que enfrenta uma primária complicada no Texas, recebeu alertas sobre a necessidade de um apoio claro do ex-presidente para evitar um desgaste excessivo de recursos em uma eventual disputa.

A Incertidão nas Primárias do Texas

O caso de Cornyn é emblemático, visto que ele se prepara para uma difícil disputa em um ambiente que pode resultar em um runoff prolongado e custoso. Caso o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, conquiste a indicação, as estimativas sugerem que o GOP pode gastar até $200 milhões apenas para proteger a cadeira no estado. O senador John Thune, líder da maioria no Senado, expressou o impacto negativo que a neutralidade de Trump pode ter nessas circunstâncias: “É uma corrida muito difícil, e que custará muito mais para manter a cadeira.”

Além do Texas, a situação na Geórgia também preocupa os republicanos, uma vez que há pressão em várias frentes para que Trump intervenha e auxilie na definição da candidatura que enfrentará o democrata Jon Ossoff. O clima de incerteza permeia as conversas em Washington, com líderes do Senado alertando sobre as consequências de uma entrega de recursos financeiros em uma disputa interna e a necessidade urgente de um posicionamento do ex-presidente.

O Impacto de uma Corrida Mal Conduzida

O receio é que, se as primárias se tornarem extremamente conflituosas, o GOP não consiga mobilizar o eleitorado necessário para vencer nas eleições gerais. Cornyn, em uma recente abordagem a Trump, destacou os riscos que os republicanos enfrentam se não obtiverem o apoio desejado, alegando que se o partido não selecionar o candidato adequado, os democratas têm uma chance real de conquistar a cadeira.

Esse cenário é reforçado por observações de que recursos que poderiam ser direcionados para a defesa de cadeiras em outros estados, como Michigan e New Hampshire, poderão ser comprometidos devido a uma luta interna prolongada no Texas. Em resposta, assessores de Paxton sustentam que ele goza de forte apoio popular e que os eleitores republicanos estão prontos para votar nele, prometendo uma mobilização eficaz.

Consequências Finais

No entanto, a situação não se limita a Texas e Geórgia. Outros estados, como Louisiana, também estão em jogo, com Trump intervindo em disputas que geram críticas dentro do próprio partido. As tensões aumentam à medida que a necessidade de uma estratégia coesa se intensifica, enquanto a expectativa de um posicionamento firme de Trump continua a ser uma dúvida entre os líderes do GOP.

A pressão agora é insustentável, com os líderes do partido visualizando uma corrida em que a neutralidade de Trump pode resultar em perdas significativas nas eleições de meio de mandato e colocar em risco o controle do Senado republicano.

Fonte: www.cnn.com

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