Grupo da Gen Z busca apoio online após acusações de terrorismo

Movimento brasileiro inspirado em protestos globais enfrenta repressão policial

Grupo da Gen Z no Brasil é acusado de planejar ataques terroristas.

A recente mobilização de um grupo brasileiro da Geração Z, inspirada em ações violentas que ocorreram em países da Ásia e da África, levanta questões alarmantes sobre a radicalização juvenil no Brasil. A movimentação, que começou no final de janeiro de 2026, buscava realizar atos violentos em várias cidades, mas foi rapidamente interrompida por uma ação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ).

Origem da Geração Z e seus Protestos

A Geração Z, formada por jovens nascidos entre 1995 e o início dos anos 2010, tem se destacado por seu ativismo político e social. Em 2024, manifestações dessa geração em países como Madagascar, Marrocos e Filipinas resultaram em mudanças significativas de governo, mostrando o potencial de mobilização que as redes sociais oferecem. Os atos foram impulsionados por sentimentos de insatisfação com a desigualdade econômica e a ineficiência governamental.

Os eventos em Nepal, onde a revolta foi desencadeada por críticas à elite política e ao bloqueio de redes sociais, ilustram como a Geração Z tem utilizado a internet para articular protestos. As manifestações culminaram em ações drásticas, como a renúncia do ex-primeiro-ministro Sher Bahadur Deuba, e a morte de diversas pessoas, mostrando as consequências letais da radicalização juvenil.

Detalhes dos Planos no Brasil

No Brasil, a movimentação inicialmente organizada pela Geração Z parecia ter um caráter pacífico, mas investigações da PCERJ revelaram a intenção de realizar ataques em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro. Mensagens interceptadas em canais do Telegram indicavam que os jovens buscavam derrubar o “sistema corrupto”. A operação policial, chamada de Break Chain, resultou na prisão de três indivíduos ligados à organização, interrompendo a comunicação em diversos canais planejados para os atos.

Após as prisões, muitos canais de comunicação foram esvaziados ou excluídos, mas o grupo principal continuou a operar, tentando reestruturar seus planos de ação. As mensagens mencionavam o desejo de mudar para plataformas consideradas mais seguras para manter suas comunicações.

Impactos e Consequências Futuras

A repressão ao movimento da Geração Z brasileira levanta preocupações sobre o futuro do ativismo juvenil no país. O uso de plataformas como Telegram para arquitetar ações violentas torna evidente como a tecnologia pode ser uma faca de dois gumes. Por um lado, as redes sociais oferecem uma plataforma para o discurso político; por outro, são um terreno fértil para a radicalização. O que se observa é uma luta interna entre a necessidade de expressão e a tentação da violência.

A atuação da PCERJ, embora tenha sido eficaz em interromper certos planos, pode não ser suficiente para deter um movimento que, por suas características, pode se dispersar e reconfigurar. O desafio para as autoridades será não apenas a contenção de ações violentas, mas a compreensão das motivações que levam os jovens a se engajar em atos de extrema radicalização.

Conclusão

A situação atual da Geração Z no Brasil é um reflexo de um fenômeno global onde jovens buscam novos canais de expressão e, em alguns casos, se voltam para a violência como forma de protesto. O monitoramento e a compreensão das dinâmicas desse grupo são fundamentais para mitigar riscos futuros e promover um diálogo construtivo que possa atender às suas necessidades e frustrações.

Fonte: www.metropoles.com

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