Governador Ratinho Junior avança com a desestatização da companhia de tecnologia
Governador Ratinho Junior avança com a privatização da Celepar, enquanto a oposição tenta barrar a medida.
A privatização da Celepar, empresa pública de tecnologia do Paraná, é um reflexo das tensões políticas que marcam o atual cenário brasileiro. O governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) deu um passo significativo ao publicar o edital para a desestatização da companhia, desafiando as resistências da oposição, principalmente do PT, que tentam barrar a medida. A decisão da Justiça, que permitiu a continuidade do processo, é mais um indicativo do atual clima político que favorece as iniciativas de privatização no estado.
Contexto histórico da privatização no Brasil
O processo de privatização de empresas estatais começou no Brasil na década de 90, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Desde então, diversas companhias foram desestatizadas, tanto em nível federal quanto estadual. O objetivo geralmente gira em torno de aumentar a eficiência dos serviços e reduzir a carga fiscal sobre o governo. No entanto, esse processo é frequentemente critico por setores que acreditam que a privatização pode levar a uma diminuição na qualidade dos serviços prestados e a um aumento de tarifas para os consumidores.
Detalhes do leilão da Celepar
O leilão da Celepar está marcado para ocorrer no dia 17 de março de 2026, na B3, em São Paulo. A venda será feita na modalidade de maior oferta, com um valor mínimo estipulado de R$ 1,3 bilhão. A proposta é que a alienação das ações do estado seja feita em lote único, o que pode atrair investidores interessados em assumir a totalidade da companhia. A aprovação do edital pelo Conselho de Controle das Empresas Estaduais (CCEE) marca um passo decisivo na desestatização, que promete gerar um novo cenário no setor de tecnologia do estado.
Consequências para o setor e para a política local
A privatização da Celepar pode ter um impacto significativo não apenas na economia local, mas também na política paranaense. Se, por um lado, a desestatização pode trazer eficiência e investimento ao setor, por outro, pode intensificar as críticas da oposição, que vê nisso uma ameaça ao patrimônio público e ao bem-estar dos funcionários da companhia. A resistência da esquerda, que já se manifestou em diversas ocasiões, poderá se intensificar conforme a data do leilão se aproxima, o que promete agitar o cenário político no estado nos próximos meses.
Conclusão
A privatização da Celepar, que avança apesar das tentativas de resistência da oposição, representa uma nova fase nas políticas de desestatização do Paraná sob o governo de Ratinho Junior. Resta saber como a sociedade e os envolvidos diretamente com a empresa reagirão a essa mudança e quais serão os desdobramentos políticos que isso poderá acarretar no futuro próximo.
Fonte: blogdotupan.com.br