Operação da Polícia Civil detém também avó das vítimas
Um piloto é preso em Congonhas por ligação a uma rede de exploração sexual infantil.
Um piloto da Latam, de 60 anos, foi preso nesta segunda-feira no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, durante a Operação Apertem os Cintos, que visa desmantelar uma rede de exploração sexual infantil. O piloto é acusado de receber pagamento pela “venda” de meninas, netas de uma mulher de 55 anos, que também foi presa na operação.
Contexto da Operação
A Operação Apertem os Cintos, realizada pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP, mobilizou 32 policiais civis e 14 viaturas em um esforço coordenado para cumprir mandados de busca e apreensão, além de prisões temporárias. As investigações tiveram início em outubro do ano anterior e visam interromper as práticas criminosas que envolvem abuso e exploração de menores.
De acordo com a polícia, o piloto integra um esquema que opera de forma organizada, com divisão de funções e habitualidade na prática de crimes como estupro de vulnerável e favorecimento da prostituição. Até o momento, três vítimas identificadas têm entre 11 e 15 anos e foram submetidas a abusos.
Detalhes das Prisões
As prisões foram parte de uma ação que teve como objetivo não apenas a detenção dos suspeitos, mas também a preservação das vítimas e a coleta de provas. A polícia destacou que o piloto está envolvido em uma rede criminosa que atua há pelo menos oito anos, com múltiplas facetas de exploração sexual e produção de material pornográfico infantil.
Os crimes investigados incluem:
Estupro de vulnerável;
Favorecimento da prostituição;
Produção e armazenamento de pornografia infantojuvenil;
Perseguição reiterada (stalking);
Uso de documento falso;
Aliciamento de crianças;
- Coação no curso do processo.
Impacto da Operação
A Aena, responsável pela operação do aeroporto, informou que a ação não interferiu na rotina do local. A operação não apenas visa prender os envolvidos, mas também coletar informações que possam revelar outros autores e novas vítimas desse esquema. A investigação continua com a intenção de expandir a operação e aprofundar a análise das provas já coletadas.
A Latam ainda não se manifestou sobre a prisão de um de seus pilotos e as implicações que tal fato pode ter na sua operação e imagem pública. A situação destaca um problema sério de exploração sexual que continua a afetar a sociedade, levantando questões sobre a segurança e proteção de crianças e adolescentes no Brasil.
Fonte: jovempan.com.br