Desafios de Pochettino ao treinar Messi, Neymar e Mbappé

O ex-treinador do PSG revela dificuldades com o trio estelar

O ex-treinador do PSG, Mauricio Pochettino, fala sobre seus desafios ao gerenciar Messi, Neymar e Mbappé em sua equipe.

A passagem de Mauricio Pochettino pelo Paris Saint-Germain (PSG) foi marcada por grandes expectativas, especialmente com a chegada de Lionel Messi para se juntar a Neymar e Kylian Mbappé. No entanto, a tão aguardada sinergia entre esses astros do futebol mundial nunca se concretizou plenamente. Em uma recente entrevista ao podcast High Performance, Pochettino abordou as complexidades de gerir um elenco tão talentoso, refletindo sobre o que não funcionou durante sua gestão.

A pressão de gerenciar estrelas

Desde sua nomeação em 2021, Pochettino enfrentou a pressão de entregar o título da UEFA Champions League a uma equipe que já contava com Neymar e Mbappé, e que adicionou Messi seis meses depois. O treinador se viu em uma posição delicada: “Só 11 jogadores podem estar em campo ao mesmo tempo”, afirmou, ressaltando a dificuldade de equilibrar as necessidades de jogadores de elite. Ele também comentou sobre a pressão externa que exigia resultados imediatos, ignorando a complexidade de integrar jogadores com histórias e condições físicas distintas.

Pochettino mencionou as complicações relacionadas ao estado físico de Messi, que chegou ao PSG após uma transferência tumultuada do Barcelona, e as dificuldades enfrentadas por Neymar e Mbappé. A ausência de uma pré-temporada adequada para Messi, somada aos desafios de adaptação após sua saída do Barcelona, complicou ainda mais a situação. Segundo Pochettino, “esses três atletas precisam de uma equipe que jogue para eles”.

O dilema da gestão de talentos

A gestão de um elenco repleto de estrelas não se limitou a táticas de jogo. Pochettino também enfrentou a difícil tarefa de definir papéis e responsabilidades dentro de campo. A questão de quem deveria ser o cobrador de pênaltis exemplifica essa complicação: “É uma situação complexa, porque estamos falando de Messi, Neymar e Mbappé”, explicou. O treinador disse que a equipe tentou se manter fiel a sua filosofia, mesmo sabendo que haveria dificuldades no caminho.

Além disso, ao contrário do que muitos esperavam, a disciplina não foi um problema. Pochettino destacou que, apesar das necessidades individuais de cada jogador, a relação com os astros permaneceu respeitosa.

Momentos de tensão e aprendizado

Um dos momentos mais controversos de sua passagem ocorreu durante o jogo contra o Olympique Lyonnais, quando Pochettino decidiu substituir Messi. O treinador recorda: “Ele ficou um pouco decepcionado, mas a decisão foi para protegê-lo devido a um problema no joelho”. Essa escolha ilustrou a tensão entre a proteção do jogador e a expectativa de desempenho, especialmente em um time onde todos os olhares estão voltados para as estrelas.

De acordo com Pochettino, a comunicação com Messi foi crucial, embora houvesse uma comparação com a abordagem de Pep Guardiola, que costumava consultar Messi antes de substituições. O treinador argentino fez questão de esclarecer: “Eu não sou Guardiola”.

O legado de Pochettino e o futuro

A experiência de Pochettino no PSG oferece lições valiosas sobre a complexidade do gerenciamento de talentos em alto nível. O treinador reconheceu que não poderia simplesmente replicar o sucesso que teve no Tottenham Hotspur, onde criou uma equipe competitiva com uma identidade distinta. No PSG, a necessidade de ajustar seu estilo de jogo e liderança foi crucial para lidar com a diversidade de personalidades e talentos.

À medida que o PSG avança, as lições de Pochettino servem como um lembrete do que significa trabalhar com alguns dos melhores jogadores do mundo. Com a próxima Copa do Mundo se aproximando, o foco agora se volta não apenas para o desempenho individual dos astros, mas também para a construção de equipe e coesão dentro de campo. O futuro do futebol mundial depende não apenas do talento, mas da capacidade de os treinadores em gerenciar e unir tais talentos de forma eficaz.

Fonte: worldsoccertalk.com

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