Galípolo defende cautela na política monetária e vê economia forte

Presidente do Banco Central alerta sobre precauções nos cortes da Selic

Gabriel Galípolo destaca a resiliência da economia brasileira e defende cautela nas decisões sobre a Selic.

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, enfatizou, em um evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo, que o atual momento da política monetária, com indícios de cortes na taxa Selic, não deve ser interpretado como uma “volta da vitória”. Galípolo destacou que a economia brasileira demonstra sinais de força, o que requer cautela na condução das taxas de juros.

Contexto da Política Monetária no Brasil

A política monetária no Brasil é uma ferramenta essencial para o controle da inflação e a promoção do crescimento econômico. Desde 1999, quando o Brasil adotou o regime de metas de inflação, o Banco Central tem a responsabilidade de definir a taxa Selic com base em projeções econômicas e indicadores como o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). O controle rigoroso da inflação contribuiu para a estabilidade econômica, mas traz desafios, especialmente em períodos de desaceleração.

A Resiliência da Economia Brasileira

Durante sua apresentação, Galípolo ressaltou a necessidade de observar os dados econômicos antes de qualquer ajuste na política monetária. Ele mencionou que, apesar da Selic estar em 15%, o Brasil experimentou, ao longo de 2025, um recorde em baixos índices de desemprego e correções salariais que superaram a inflação. “Estamos em um momento de calibragem”, disse Galípolo, enfatizando que, embora a inflação tenha se comportado melhor, a atividade econômica mostrou-se mais forte do que o esperado para uma taxa de juros tão alta.

Expectativas e a Condução do Banco Central

Galípolo também abordou as expectativas do mercado, apontando que os dados ainda indicam que a economia é resiliente. “Os dados ainda mostram uma economia resiliente. Vamos seguir observando e colhendo informações para ter segurança de que a inflação pode convergir para a meta”, afirmou. Ele reiterou que a política monetária do BC não busca perseguir um nível específico de juros reais, mas sim uma calibragem que permita uma resposta adequada aos desafios econômicos.

Conclusão

À medida que o Brasil navega por um cenário econômico complexo, a cautela na política monetária se torna imprescindível. A abordagem de Galípolo reflete não apenas a realidade atual, mas também a necessidade de uma análise contínua e fundamentada para garantir que a economia não apenas se mantenha resiliente, mas também progrida em direção a suas metas de desenvolvimento econômico.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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