Tragédia em academia: irmão de mulher fala sobre o caso de Juliana

Felipe Augusto revela que a saúde da irmã se deteriorou rapidamente após aula de natação

Irmão de Juliana Bassetto relata o desespero da família após a morte da jovem em uma academia.

A morte de Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, durante uma aula de natação em uma academia na Zona Leste de São Paulo, chocou a comunidade e levantou questões sobre a segurança em estabelecimentos desse tipo. O irmão da jovem, Felipe Augusto, compartilhou sua angústia ao relatar que a saúde de Juliana piorou de forma alarmante, deixando a família sem a oportunidade de se despedir. Em entrevista, ele descreveu os momentos críticos que sucederam o incidente, ressaltando a necessidade de que os responsáveis sejam adequadamente investigados.

Contexto da Tragédia e Reações da Família

Juliana começara a frequentar as aulas de natação havia menos de um ano e estava bastante animada com os progressos que fazia. Felipe mencionou que, no início, a família recebeu informações tranquilizadoras, mas rapidamente a situação se agravou. “Foi tudo muito rápido. Quando avisaram que estavam indo para o hospital, parecia que estava tudo tranquilo”, contou Felipe, que ainda se recupera do choque emocional. A frustração é palpável, especialmente ao saber que não conseguiu se despedir da irmã antes de sua morte.

Além do luto pela perda, a família também se preocupa com a saúde do cunhado, Vinícius, que participou da mesma aula e continua internado em estado grave. “Ele está entubado, teve uma melhora na saturação, mas ainda é um quadro complicado”, revelou Felipe. Essa situação só aumenta a pressão sobre a academia, que pode ser responsabilizada pelo que ocorreu.

Investigação e Possíveis Causas

A investigação do caso indica uma possível intoxicação por inalação de produtos químicos utilizados na limpeza da piscina. Durante a perícia, autoridades encontraram uma mistura química em um balde que será analisada. A academia, que não possuía o alvará de funcionamento adequado, foi interditada, um indicativo de que havia falhas na gestão e na segurança do local.

Felipe aguarda respostas sobre o que realmente causou o mal-estar de sua irmã. “Ainda não tem resultado de autópsia nem da perícia. Não sabemos exatamente o que causou isso”, lamentou. O relato de outros frequentadores que afirmaram ter passado mal após usar a piscina da mesma academia aumenta as preocupações sobre a segurança do espaço, levando a um clamor por justiça e responsabilização.

O Legado de Juliana

Juliana não era apenas uma aluna dedicada, mas também uma pessoa que sonhava com um futuro promissor. Recentemente, havia conquistado a casa própria e se dedicava à sua formação em pedagogia. Felipe ressaltou o envolvimento dela em atividades voluntárias, onde ajudava jovens em um movimento espírita. “Ela estava fazendo uma pós-graduação em pedagogia e adorava o trabalho dela”, destacou, evidenciando a perda não apenas de uma irmã, mas de uma mulher que sonhava em fazer a diferença na vida dos outros.

Conclusão

O caso de Juliana Bassetto é um triste lembrete da importância da segurança em ambientes públicos, especialmente aqueles destinados a atividades que envolvem saúde e bem-estar. A família não busca apenas compensação financeira, mas exige que possam entender o que ocorreu e que medidas sejam tomadas para que tragédias como essa não se repitam. O legado de Juliana, marcado por sua bondade e dedicação, deve ser honrado com a busca por justiça e melhorias nas condições das academias, garantindo que nenhuma outra família passe por semelhante dor.

Fonte: baccinoticias.com.br

PUBLICIDADE

VIDEOS

Relacionadas: