Polícia Federal investiga vazamento de dados de ministros do STF

Operação apura acesso ilegal a informações da Receita Federal.

A Polícia Federal investiga vazamentos de dados fiscais de ministros do STF e familiares, com mandados cumpridos em três estados.

A Polícia Federal está no centro de uma investigação que busca esclarecer o suposto vazamento de informações fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares. Esta operação, que ocorreu em 17 de janeiro de 2026, foi autorizada pelo STF após um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), evidenciando a gravidade da situação e a necessidade de proteção ao sigilo fiscal.

Contexto da Investigação

A operação resultou no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. O foco da investigação é o acesso e a divulgação irregular de dados sigilosos pela Receita Federal, um tema que já levantou questões sobre a proteção da privacidade de autoridades e a integridade das instituições federais. O ministro Alexandre de Moraes foi quem determinou a abertura do procedimento, evidenciando a preocupação do judiciário em coibir abusos no uso de informações fiscais.

A situação é ainda mais complexa considerando as implicações políticas e os as ligações pessoais que surgem em meio a essas investigações. Em janeiro, Moraes havia já manifestado preocupação com possíveis vazamentos de dados sigilosos, o que agora se torna um foco de atenção e investigação formal.

Detalhes da Operação

Durante a operação, foram determinadas medidas cautelares que incluem o afastamento de funções públicas e o monitoramento por tornozeleira eletrônica dos suspeitos. Essa abordagem rigorosa reflete a urgência da PF em esclarecer a situação e responsabilizar os envolvidos. O contexto da investigação foi acentuado por reportagens que indicam possíveis conflitos de interesse envolvendo contratos de grandes valores, como o mencionado entre o Banco Master e o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci. Em dezembro, o contrato foi destacado como totalizando R$ 131,3 milhões ao longo de três anos.

Além disso, foi relatado que Moraes teria feito múltiplos contatos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, buscando mitigar problemas enfrentados pelo Banco Master, criando uma rede de preocupações em torno da ética e da transparência no manejo de informações sensíveis.

Implicações Futuras

Essas investigações não ocorrem em um vácuo; elas se inserem em um contexto mais amplo de tensão entre a Receita Federal e o STF. Em episódios anteriores, Moraes já havia determinado a suspensão de investigações fiscais que poderiam afetar ministros da Corte, citando indícios de desvio de finalidade. Essa relação tensa entre os dois órgãos levanta questões sobre a linha tênue entre fiscalização e abuso de poder, fazendo com que a sociedade civil monitore atentamente os desdobramentos dessas ações.

Conclusão

A investigação em curso pela Polícia Federal sobre o vazamento de dados de ministros do STF é um reflexo da luta contínua pela integridade das informações e do respeito ao devido processo legal. A resposta das instituições envolvidas será crucial para restaurar a confiança pública e assegurar que os direitos de privacidade e sigilo sejam respeitados, ao mesmo tempo que se garante a responsabilização por abusos de poder.

Fonte: www.infomoney.com.br

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