Oncoclínicas (ONCO3) esclarece sobre suposta venda de fatia do Goldman Sachs

Empresa afirma não ter conhecimento da negociação com a IG4

Oncoclínicas negou conhecimento sobre a venda da fatia do Goldman Sachs para a IG4, esclarecendo à CVM.

A Oncoclínicas (ONCO3) fez uma declaração à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) afirmando que não tem conhecimento de uma possível negociação envolvendo seus acionistas, especificamente a venda da fatia do Goldman Sachs para a IG4. Essa declaração surge após a publicação do Pipeline, do Valor Econômico, que reportou que a gestora IG4 estaria em conversas para adquirir a participação do Goldman Sachs na rede de saúde.

Contexto do Caso

A Oncoclínicas, que possui um histórico de 15 anos em Belo Horizonte (MG), se destacou no mercado de tratamentos oncológicos. Desde o seu IPO em 2021, a empresa expandiu suas operações, mas a falta de expertise na gestão de hospitais gerais, adquiridos na tentativa de diversificar, resultou em desafios significativos. A empresa, que chegou a ter três hospitais gerais e outros em construção, enfrenta atualmente dificuldades financeiras, caracterizadas por alavancagem elevada e consumo de caixa excessivo.

O Goldman Sachs, que possui 21,17% da Oncoclínicas, é um dos investidores que poderia ter um papel crucial na reestruturação da companhia. Fontes do Pipeline indicaram que a operação com a IG4 poderia ser concluída até fevereiro de 2026, com a estratégia da gestora sendo focada em uma recuperação da empresa através de um processo de turnaround.

Detalhes da Situação Atual

No comunicado enviado ao mercado, a Oncoclínicas destacou que não houve nenhuma busca formal para discutir a transação, o que levou à falta de informações que permitissem uma confirmação ou análise da situação. A diretoria inquiriu os membros do conselho a respeito de qualquer conhecimento sobre a negociação, e todos confirmaram não ter informações sobre os fatos mencionados.

A Oncoclínicas está vivendo um período de transição na sua alta administração, com a recente nomeação de Camille Loyo Faria como vice-presidente executiva, além de assumir as funções de CFO e diretora de RI, sucedendo Cristiano Camargo. A nova executiva deverá assumir suas funções em 9 de fevereiro de 2026, enquanto Bruno Ferrari continua à frente das áreas médica e científica.

Perspectivas Futuras

O futuro da Oncoclínicas permanece incerto, especialmente em face das reestruturações necessárias e a implementação de medidas para controlar suas finanças. O mercado observa atentamente as movimentações da empresa, ainda cética quanto à eficácia das estratégias que estão sendo adotadas. A contratação da consultoria Spencer Stuart para auxiliar na seleção de novos candidatos para a diretoria indica a seriedade com que a companhia está lidando com sua situação atual.

Esse momento de mudanças não apenas redefine a estrutura interna da empresa, mas também pode impactar sua posição no mercado. A capacidade da Oncoclínicas de implementar com sucesso as reestruturações e a forma como irá interagir com investidores estratégicos como o Goldman Sachs e a IG4 serão cruciais para sua recuperação e crescimento sustentado.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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