Trump revoga restrições de pesca comercial em área da costa de Cape Cod

Medida visa reestabelecer atividades pesqueiras em monumento marinho

Trump acaba com restrições de pesca em área marinha protegida, gerando polêmica entre grupos comerciais e ambientais.

A decisão do ex-presidente Donald Trump de revogar restrições de pesca comercial em uma vasta área da costa de Cape Cod suscita reações acaloradas entre diferentes grupos. A medida, anunciada em uma proclamação na sexta-feira, reabre a área do Monumento Nacional dos Canyons e Seamounts do Nordeste, que abrange cerca de 5.000 milhas quadradas, anteriormente protegida por Barack Obama.

A origem do debate sobre a pesca comercial

O monumento marinho foi criado em resposta à necessidade de proteger ecossistemas marinhos vulneráveis, como corais e diversas espécies de vida marinha. Desde sua criação, houve uma constante tensão entre a preservação ambiental e os interesses comerciais. Trump já havia criticado essas proteções, argumentando que elas impõem penalidades injustas aos pescadores comerciais. A medida recente é vista como um esforço para atender às demandas da indústria pesqueira, especialmente em estados como Maine, onde o setor é vital para a economia local.

O que muda com a nova proclamação

A proclamação de Trump sublinha a crença de que a pesca comercial, quando gerida de forma apropriada, não prejudica os recursos históricos e científicos que o monumento visa proteger. A decisão chega em um momento em que ele já sinalizava a intenção de restaurar a pesca na área desde maio, prometendo que isso beneficiaria a indústria do lagosta em Maine.

No entanto, a reação do setor pesqueiro foi mista. Enquanto alguns grupos, como a Atlantic Red Crab Company, celebram a reabertura, argumentando que podem pescar de forma sustentável, os ambientalistas expressam suas preocupações. Eles alegam que a revogação das restrições pode comprometer a diversidade biológica única do monumento, que foi criado para proteger a vida marinha em habitats únicos.

Consequências e reações

O movimento de Trump provoca divisões claras entre os grupos pesqueiros e ambientalistas. A Oceana, uma organização ambiental, já anunciou sua intenção de contestar a decisão na justiça, ressaltando a importância das proteções existentes que garantem a preservação da vida marinha. Além disso, a crítica se estende a outras medidas tomadas pelo ex-presidente, como a tentativa de desregulamentar áreas marinhas no Pacífico, que também levantaram preocupações sobre a proteção ambiental.

O futuro da pesca e da conservação

A decisão de reabrir a área para a pesca comercial levanta questões sobre o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e sustentabilidade ambiental. O governo Biden, que restaurou as proteções do monumento em resposta a pressões ambientais, agora enfrenta um desafio adicional na defesa de suas políticas frente a um setor que pressiona por menos regulamentos.

A luta entre conservação e exploração comercial é um tema recorrente nas políticas ambientais dos EUA e certamente continuará a ser debatido nos próximos anos. Se conseguir equilibrar os interesses pesqueiros com a necessidade de proteger ecossistemas vulneráveis, o governo poderá, de fato, encontrar uma solução que satisfaça ambas as partes. A resposta da comunidade ambiental à recente proclamação de Trump será um indicativo importante sobre como essa dinâmica se desenrolará no futuro.

Fonte: ctmirror.org

PUBLICIDADE

VIDEOS

Relacionadas: