Com identificação de gastos, disciplina e controle, é possível ter uma boa saúde financeira, mesmo em meio a situações caóticas
Manter as contas em dia pode ser um grande desafio. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 79,5% das famílias brasileiras estão endividadas com cartão de crédito ou financiamentos.
Esse número mostra que muitas pessoas não possuem um controle financeiro ao ponto de conseguirem evitar ou amenizar essa situação. Visando passos que podem servir para qualquer realidade, apresentamos cinco dicas práticas que podem levar a um melhor controle do dinheiro e até mesmo evitar que ele se torne uma dor de cabeça futura.
Primeiro passo: diagnóstico financeiro
Antes de qualquer medida, é crucial organizar as finanças. Nesta etapa, é preciso anotar todo o dinheiro que entra no orçamento e, principalmente, para onde ele vai. Para isso, é necessário registrar todos os gastos, desde contas fixas, como aluguel e luz, até pequenos custos de rotina.
Não importa se isso for feito em uma planilha, aplicativo de finanças ou simplesmente em um caderno. Esse mapeamento permite identificar quais custos são considerados desnecessários e controlar para que os gastos não acabem superando os ganhos.
Segundo passo: identificar os gastos por categorias
Uma forma eficaz de organizar o orçamento é dividi-lo por categorias de despesas. Dessa forma, é possível separar os gastos dos quais não se pode escapar, como moradia e conta de luz, dos gastos variáveis.
Como resultado, pode-se até mesmo separar um valor semanal para custos variáveis, como lazer e lanches, a fim de evitar o uso do cartão de crédito para todo tipo de despesa e controlar a fatura no final do mês.
Terceiro passo: definir metas e priorizar gastos
Com um entendimento mais profundo do orçamento, vem a parte de estabelecer prioridades. Por isso, contas essenciais, como moradia, alimentação e transporte, devem sempre estar em primeiro lugar. Após elas, é possível definir metas financeiras de curto, médio e longo prazo.
No entanto, esses objetivos não precisam estar necessariamente atrelados apenas ao controle do orçamento. Essas metas podem servir para realizar uma viagem dos sonhos ou até mesmo adquirir algum bem. Isso é importante para manter a motivação no momento de poupar e evitar compras por impulso, que podem comprometer o planejamento.
Quarto passo: construção de uma reserva de emergência
Os imprevistos sempre devem ser previstos dentro de um orçamento. Por isso, estar preparado para eles, através da criação de uma reserva de emergência, é essencial. Essa etapa é importante, pois, em casos de urgência, não será necessário recorrer a cheques especiais ou empréstimos para lidar com os problemas.
Antes de mais nada, para compor a reserva, é preciso quitar todas as dívidas. Dessa forma, é possível guardar uma quantia semanal, mesmo que pequena, sem comprometimentos. Vale frisar que esse montante deve ser alocado em um local seguro e de forma que o resgate possa ser feito de maneira rápida.
Quinto passo: acompanhamento regular
Não adianta realizar esse processo somente uma vez e não acompanhar os gastos e ganhos regularmente. Por isso, é importante verificar o extrato bancário e a fatura do cartão de crédito semanalmente. Isso permite um controle mais próximo e até mesmo um “ajuste de rumo” em caso de imprevistos.
Isso não se restringe somente à fatura do cartão, mas também à otimização do vale-refeição, por exemplo. Dessa forma, é possível preservar o benefício, garantindo que o recurso seja usado de maneira inteligente ao longo de todo o mês.
Portanto, ter controle financeiro não é exatamente um bicho de sete cabeças. Para atingir esse objetivo, é preciso ter disciplina e persistência, mesmo em períodos turbulentos, para garantir que situações complicadas não tragam comprometimento em longo prazo.